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29 de dezembro de 2018, 17h08

“Certamente não foi na inocência”, diz aluna sobre prova da Unip que associa PT à corrupção

“No dia 28 de setembro eu estava na sala realizando a prova de produção de texto. No momento em que vi a pergunta, parei e fui falar com a coordenação”, revela a estudante Tatiana Amaral

Não foi a primeira vez que a Universidade Paulista (Unip) utilizou, em suas provas, a questão que associa o Partido dos Trabalhadores (PT) à corrupção, conforme divulgou a Fórum, nesta sexta-feira (28), após receber denúncia de professores e alunos da instituição. Antes disso, a estudante de História, Tatiana Amaral, presenciou a aplicação da mesma questão e denunciou o fato à própria universidade. Apesar dela estudar no sistema de Ensino a Distância (EAD), as provas finais são presenciais. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais “No dia...

Não foi a primeira vez que a Universidade Paulista (Unip) utilizou, em suas provas, a questão que associa o Partido dos Trabalhadores (PT) à corrupção, conforme divulgou a Fórum, nesta sexta-feira (28), após receber denúncia de professores e alunos da instituição.

Antes disso, a estudante de História, Tatiana Amaral, presenciou a aplicação da mesma questão e denunciou o fato à própria universidade. Apesar dela estudar no sistema de Ensino a Distância (EAD), as provas finais são presenciais.

Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

“No dia 28 de setembro eu estava na sala realizando a prova de produção de texto. No momento em que vi a pergunta, parei e fui falar com a coordenação”, revela a estudante.

A aluna contou à Fórum que, na ocasião, conversou com um dos coordenadores da instituição. A pedido dela, o funcionário escreveu um requerimento, solicitando a anulação da pergunta. “Para mim, tanto fazia se a questão seria anulada ou não. O absurdo era o teor da questão”.

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Antes da eleição

Como resposta, a coordenação da universidade disse que a pergunta foi elaborada antes do período de eleição e que, por isso, não havia problema.

Para Tatiana, “o documento foi escrito de forma rasa e a resposta foi mais rasa ainda”. A estudante revela, também, que ao voltar das férias o coordenador que a atendeu no caso já não trabalhava mais no local. Além disso, “a instituição sabia que essa questão era problemática, mas não se importou. Por isso, certamente não foi na inocência”.

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