ELEIÇÕES 2022

DataFórum: rede lulista amplia alcance no Twitter com adesão de setores da elite

A comunidade bolsonarista foca em discurso para convertidos ao reforçar teses fundamentalistas e armamentistas

DataFórum: rede lulista amplia alcance no Twitter com adesão de setores da elite.Créditos: Reprodução/Instagram
Escrito en TECNOLOGIA el

Levantamento DataFórum desta terça-feira (26) revela que o campo lulista segue em expansão no Twitter. Se, em um primeiro momento isso se deu por conta da adesão de perfis pop, agora ela se dá por conta da adesão de setores vinculados à elite econômica que iniciam aproximação com a candidatura petista à presidência da República. 

A pesquisa desta terça mostra que a mobilização em torno do discurso em defesa da democracia e contra as ameaças golpistas de Bolsonaro (PL) começa a atrair atores que não fazem parte do mesmo padrão de compartilhamento das comunidades lulistas. Com isso, o alcance das hostes lulistas se amplia e começa a atrair outros setores da sociedade brasileira, entre eles, as elites mais tradicionais. Este agrupamento, somado a comunidade pop, ficou com 39% das citações. 

Se por um lado a comunidade lulista seguem em expansão, o grupo bolsonarista tem adotado um discurso mais fechado e voltado para fortalecer a sua militância já consolidada. O discurso preferencial desse grupo tem sido o de "salvar a pátria" e defender o Brasil "contra o inimigo", neste caso, o inimigo é representado pela candidatura de Lula, o PT e a esquerda como um todo. Esta comunidade obteve 42% das menções no Twitter. 

Lavajatista e ciristas formaram uma mesma comunidade e ficaram com 5% das citações. 

Foram analisados 575.827 tweets a partir das seguintes autoridades pesquisadas: 'Lula', 'Bolsonaro', 'Ciro', 'Moro', 'Alckmin', 'Eduardo Leite' e 'Simone Tebet'.


Bolsonaristas saem em defesa da primeira-dama  

 

A comunidade bolsonaristas tentou pautar o dia na com algumas temáticas: falaram contra a imprensa e o que chamam de esquerdistas por suposto ataque a Michele Bolsonaro por sua fala durante a convenção do PL. 

Destaque para a soltura de Adélio Bispo indagando sobre se ele foi solto para que se faça queima de arquivo. Destacaram a menção a Lula feita pelo presidente da Ucrânia, em oposição ao que a imprensa falaria de Bolsonaro e sua relação com Putin. 

 


Lulistas ampliam alcance no Twitter 

 

Destaque na comunidade lulista, que também integrou usuários que não costumam fazer parte do círculo mais próximo do lulismo, como Antonio Tabet, a participação de Arthur Lira na convenção do PT e ligação com o fato de ele e também Augusto Aras (PGR) não permitirem que se deem encaminhamento às investigações sobre Bolsonaro. 

Ainda foi destaque da comunidade matéria do Estadão que revela a facilitação da compra de armas por criminosos com as medidas sobre armamento adotadas pelo governo Bolsonaro.

 


Bolsonaro anuncia doação para Flamengo e gera controvérsia 

 

Bolsonaro, em franca campanha com dinheiro público, afirma que designou à CEF para doação de terreno da União para a construção de um estádio para o Clube de Regatas do Flamengo em área central da Cidade do Rio de Janeiro. 

Algumas personalidades políticas e membros do Clube se manifestaram, algumas louvando a medida e outras criticando Bolsonaro por ter feito isso em plena campanha eleitoral. 


Ciristas e lavajatistas destacam o fato de Zelensky ter classificado Lula como "pró-Rússia" 

 

Lavajatismo destacou principalmente a questão de o presidente da Ucrânia ter colocado Lula como pró-Moscou. Ciristas, que se juntaram neste agrupamento por padrão de interações, destacaram as propostas de Ciro Gomes para a educação. 

Há ainda entre os destaques críticas ao fato de Arthur Lira estar na convenção do PL e dificultar processos contra Bolsonaro. 


Comunidade pop debocha de convenção do PL 

 

São destaques desta comunidade a questão do suposto fiasco da convenção de Bolsonaro/PL, bem como a enxurrada de impulsionamento pago com dinheiro público do PL no YouTube para divulgação de campanha de Bolsonaro. 

Neste sentido, propõem boicote e medidas para reduzir algoritmicamente o alcance dos vídeos.