A Telebras e a empresa global de comunicações por satélite SES firmaram um Memorando de Entendimentos (MoU) para cooperação técnica e estratégica no uso de satélites em órbita média (MEO) no Brasil.
A parceria visa desenvolver soluções de conectividade crítica e soberana, com foco em políticas públicas de telecomunicações voltadas à inclusão digital, segurança e comunicações de Estado.
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As duas companhias já colaboram no programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC), que fornece internet via satélite a escolas, unidades de saúde e comunidades em regiões remotas.
O novo acordo amplia essa atuação e permitirá à Telebras utilizar a constelação de satélites da SES, que oferece conexões com menor latência e maior velocidade.
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Os primeiros testes estão previstos para ocorrer durante a COP30, em Belém (PA). A iniciativa contará com a participação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e terá um ponto de conexão instalado no estande da Agência. O objetivo é garantir comunicações seguras e de alta capacidade para o Governo Federal durante o evento.
O presidente da Telebras, André Leandro Magalhães, afirmou que o entendimento representa “um passo estratégico rumo à soberania digital e à expansão da conectividade nacional por meio da tecnologia de média órbita”. Segundo ele, a parceria simboliza a integração entre tecnologia global e infraestrutura nacional.
A ideia é criar uma espécie de sistema parecido com a Starlink, mas com tecnologia soberana e controlada pelo Brasil.
O diretor comercial da Telebras, Levi Figueiredo, destacou que o acordo abre novas oportunidades de negócio e fortalece a presença da estatal no mercado de conectividade.
“As soluções baseadas em média órbita nos permitirão atender segmentos que exigem alto desempenho e segurança, com ofertas competitivas para o setor público”, disse.
Além dos ganhos estratégicos, a tecnologia MEO apresenta menor impacto ambiental. O sistema opera com um número reduzido de satélites, tem vida útil mais longa e aproveita os teleportos já existentes da Telebras, reduzindo a necessidade de novos lançamentos espaciais e obras no solo.
O memorando é de caráter não vinculante e cria base para futuras parcerias comerciais e tecnológicas voltadas à soberania digital e à expansão da infraestrutura crítica de comunicações do Brasil.