O diretor de tecnologia da Clouflare, Dane Knecht, garantiu que o serviço da empresa já está restabelecido e que o problema enfrentado não foi um ataque, mas sim uma falha na manutenção de rotina. Um bug na Cloudflare afetou serviços de múltiplos países nesta terça-feira (18).
Ele disse, também, que irá divulgar mais detalhes da causa do problema ainda hoje. Segundo ele, o que afetou a Cloudflare foi um bug na área que protege contra bots, após uma manutenção de rotina na empresa. O problema, ressaltou, não era no Sistema de Nomes de Domínio (DNS), responsável por "traduzir" nomes como Google, Amazon, etc em números de IP.
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“Resumindo, um bug latente em um serviço que sustenta nossa capacidade de mitigação de bots começou a apresentar falhas após uma alteração de configuração de rotina que realizamos. Isso causou uma ampla degradação em nossa rede e outros serviços. Não se tratava de um ataque”, explicou Knecht. “Não foi problema de DNS”, ressaltou.
Knecht também pediu desculpas pelo problema a nível global, assim como a demora na localização e resolução do bug.
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Entenda o que aconteceu
A Cloudflare, que fornece soluções de aceleramento na internet, anunciou que recuperou parcialmente seus serviços para os níveis pré-bug, após erro que gerou apagão da web no mundo, na manhã desta terça-feira (18). A empresa já havia anunciado a manutenção de datacenters em diversas partes do mundo, como os servidores em Santiago, Taiti, e Los Angeles. Depois, houve a reativação do acesso em Londres e o reestabelecimento do acesso para usuários. Contudo, os serviços ainda não tinham sido completamente corrigidos.
Isso se deve porque três serviços de nuvem foram afetados pelo bug da Cloudflare, e eles quem fornecem soluções para a grande maioria dos portais no Brasil e no mundo – entre esses serviços de nuvem estão a Azure e a Amazon Web Service (AWS). Entenda mais sobre como funciona essa "ponte" aqui. A Cloudflare é responsável por oferecer serviços de aceleramento e proteção de sites e aplicativos, roteando o tráfego de seus clientes.
De acordo com portais que acompanham a estabilidade dos serviços digitais, estiveram fora do ar ou com instabilidades as redes sociais X (antigo Twitter) e Grindr, bancos (Bradesco, Santander, Nubank, C6, Banco do Brasil, Banco Central), OpenAI, operadoras de telefonia (Tim e Vivo), Amazon Web Services (AWS), Microsoft Office, e Embratel. No que diz respeito ao X, a rede social até está no ar, mas não carrega seu conteúdo.