A empresa brasileira Mac Jee anunciou a aquisição da propriedade intelectual dos mísseis MAR-1, de função antirradiação, e MAA-1B, destinado ao combate ar-ar de curto alcance. A operação coloca a companhia entre as poucas fabricantes independentes capazes de desenvolver e manter sistemas de mísseis completos, reunindo áreas como propulsão, guiagem, eletrônica e ogivas.
Segundo a empresa, o avanço é resultado de anos de investimento em tecnologia de defesa e de uma expansão contínua de sua estrutura industrial.
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A Mac Jee afirma manter uma das maiores unidades fabris do setor de defesa no hemisfério sul, com profissionais especializados em diferentes áreas da engenharia militar.
O MAR-1, agora integrado ao portfólio da empresa, foi originalmente desenvolvido nos anos 1990 pela Mectron, em cooperação com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a Força Aérea Brasileira (FAB).
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Projetado para missões de supressão de defesas aéreas, utiliza guiagem passiva para localizar emissões de radar e possui alcance aproximado de 100 quilômetros. A estrutura do míssil, de cerca de 4 metros e 266 quilos, inclui materiais que reduzem sua assinatura radar, além de uma ogiva de 90 quilos. O sistema é compatível com aeronaves AMX, F-5M e Gripen E/F.
Outro equipamento incorporado pela Mac Jee é o MAA-1B Piranha, evolução do MAA-1A, iniciado na década de 1980. O míssil, também criado pela Mectron em parceria com a Embraer, utiliza sensor infravermelho dual, possui alta capacidade de manobra e alcança até 12 quilômetros.
Ele é movido por motor de combustível sólido, atinge velocidade próxima a Mach 3,5 e tem resistência a contramedidas, como o uso de flares. Com cerca de 2,8 metros de comprimento e peso em torno de 89 quilos, foi projetado para integrar sistemas modernos de combate aéreo.
De acordo com a Mac Jee, a incorporação dos dois projetos permitirá consolidar uma base tecnológica comum para a produção nacional de mísseis, o que pode reduzir custos de desenvolvimento e ampliar a capacidade industrial. A companhia também informou que trabalha na conclusão de dois novos programas estratégicos que deverão ser anunciados posteriormente.
Com a expansão do portfólio, a empresa afirma que reforça a autonomia da Base Industrial de Defesa do país e amplia as possibilidades de fornecimento tanto às Forças Armadas brasileiras quanto a parceiros internacionais interessados em tecnologia de fabricação própria.