MARINHA

Brasil entra em nova era militar com avanço decisivo do programa de submarino nuclear

Evento em Itaguaí encerram o ciclo da classe Riachuelo e abrem caminho para o primeiro submarino de propulsão nuclear do país

Com quatro submarinos convencionais, PROSUB se prepara para a construção do Submarino Nuclear.Créditos: Marinha do Brasil
Escrito en TECNOLOGIA el

A Marinha do Brasil realizou, nesta quarta-feira (26), no Complexo Naval de Itaguaí (RJ), a cerimônia PROSUB25, que marcou dois passos centrais do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub): a mostra de armamento do submarino Tonelero (S42) e o batismo e lançamento ao mar do submarino Almirante Karam (S43). Os atos encerram o ciclo de construção dos submarinos convencionais da classe Riachuelo e abrem a fase dedicada ao futuro submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto, etapa mais complexa do projeto.

O evento contou com ministros, comandantes militares, embaixadores e representantes da indústria de defesa. No local, a Marinha destacou que o cronograma atual é resultado direto da transferência de tecnologia firmada com parceiros internacionais, que permitiu ao Brasil construir submarinos de alta complexidade no estaleiro de Itaguaí.

O Tonelero foi incorporado à Força de Submarinos após concluir os testes de aceitação no mar. Já o Almirante Karam, batizado pela ministra Cármen Lúcia, inicia agora sua fase de provas antes de ser oficialmente entregue em 2026. Segundo a Marinha, o novo submarino reúne capacidades de ataque, infiltração de tropas especiais, minagem e ações de negação do uso do mar.

As autoridades lembraram que, além dos quatro submarinos convencionais, o ProSub prepara o terreno para o submarino nuclear, considerado um ativo estratégico para ampliar a capacidade de dissuasão e proteger a Amazônia Azul — área marítima equivalente a metade do território brasileiro.

A construção do SNCA “Álvaro Alberto” deve consolidar décadas de investimentos em reatores, tecnologia dual e infraestrutura naval. Para a Marinha, o avanço do programa reduz a dependência externa, fortalece a presença brasileira no Atlântico Sul e projeta o país no cenário geopolítico da defesa submarina.

Reporte Error
Comunicar erro Encontrou um erro na matéria? Ajude-nos a melhorar