A nova Política Nacional de Defesa (PND), aprovada pelo governo Lula no Decreto nº 12.725/2025, traz um alerta contundente: as mudanças climáticas já estão impactando diretamente a segurança e a defesa nacional. O documento coloca o tema no centro das preocupações estratégicas do país, ao lado de ameaças militares, cibernéticas e geopolíticas.
Segundo o texto, eventos climáticos extremos — como incêndios, secas, enchentes e a elevação do nível do mar — já alteram o ambiente operacional das Forças Armadas e exigem novas capacidades do Estado para proteger a população e o território brasileiro. O documento afirma que:
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"A mudança do clima, pauta que vem ganhando importância em nível global, apresenta novo viés para a análise da Segurança e da Defesa Nacionais. Os fenômenos naturais extremos, com manifestações visíveis, como a maior incidência de incêndios, secas, inundações e a elevação do nível dos oceanos e mares, entre outros, acarretam desgastes e prejuízos ambientais, sociais e econômicos. Esses efeitos afetam o ambiente em que as Forças Armadas operam, além de aumentar a demanda por ações de assistência humanitária e resposta a desastres, o que pode afetar as capacidades de Defesa da Pátria", afirma a nova PND.
Além de provocar danos diretos, o clima também se tornou um elemento geopolítico. A ordem alerta que questões ambientais estão sendo usadas como justificativa por outros países para adotar medidas que impactam diretamente a soberania e os interesses nacionais, especialmente na Amazônia:
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O documento afirma ainda que o Brasil deve encarar esse cenário não apenas como risco, mas como oportunidade de liderança internacional:
"O patrimônio ambiental brasileiro emerge como potencial expressão do Poder Nacional, tendo em vista que o Brasil, por possuir uma das maiores biodiversidades do planeta, desempenha papel fundamental nos debates que buscam soluções para os desafios ambientais globais", complementa o documento.
Entre as áreas críticas, estão a Amazônia, o litoral e a Amazônica Azul, e requerem "efetiva presença do estado" e "integração com as demais regiões do país". Além disso, o governo ainda cita a Antártica como estratégica em diversos aspectos.
"Impactos provocados por fenômenos naturais extremos, por pandemias ou por atividades não sustentáveis, poderão acarretar graves consequências ambientais, sociais, econômicas e políticas, o que exige pronta resposta do Estado. Nesse sentido, a Antártica é um continente de especial interesse para o Brasil", diz o novo decreto.
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