A China dará início, a partir de dezembro de 2025, a um projeto que deve transformar a vigilância em suas regiões de fronteira. A UBTech Robotics fechou um contrato de 264 milhões de yuans para testar seus robôs humanoides Walker S2 nos postos da província de Guangxi, área que faz divisa com o Vietnã. O objetivo é reforçar o controle de fluxo, agilizar tarefas logísticas e ampliar a capacidade de patrulhamento.
Segundo o The Straits Times, essa será uma das maiores experiências de uso de humanoides em operações estatais. Os testes vão avaliar como as máquinas se comportam em rotinas que incluem monitoramento de multidões e apoio à segurança.
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O Walker S2 foi desenvolvido para executar tarefas complexas. Com 1,76 metro de altura e força para erguer 15 quilos por braço, o robô realiza movimentos precisos, como agachamentos e inclinações, e pode operar continuamente graças ao sistema de troca automática de bateria. A tecnologia também será aplicada em inspeções industriais, especialmente em fábricas de aço, cobre e alumínio.
A UBTech pretende entregar 500 unidades até o fim de 2025. A meta é ampliar a produção para 10 mil robôs por ano até 2027, reduzindo custos e expandindo a oferta. O avanço ocorre em meio ao esforço do governo chinês para impulsionar o setor de robótica e consolidar o país como liderança global em Inteligência Artificial.
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O crescimento acelerado traz desafios, entre eles o risco de produção acima da demanda. Mesmo assim, a empresa afirma ter superado expectativas: os humanoides já somam 1,1 bilhão de yuans em vendas até 2025. O uso em fronteiras deve servir como vitrine para novas aplicações no setor público e privado.