A empresa italiana Leonardo, multinacional do setor de defesa e segurança aeroespacial sediada em Roma, apresentou ao governo italiano, em novembro, seu novo sistema de proteção integrada e multidomínio: o Michelangelo Dome.
Focado em infraestruturas urbanas e territórios estratégicos, o sistema antimísseis, foguetes, drones, ataques marítimos e cibernéticos é descrito pela Leonardo como uma “arquitetura de segurança” que deve combinar sensores de última geração, plataformas de ciberdefesa e inteligência artificial a interceptadores capazes de rastrear e neutralizar ameaças de grande escala.
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“Num mundo onde defender é mais caro do que atacar, a defesa deve inovar, antecipar e abraçar a cooperação internacional”, afirmou o presidente-executivo da companhia, Roberto Cingolani.
Segundo a Leonardo, a primeira versão funcional do programa, batizada de “Dead Zone”, vai ser entregue ao Ministério da Defesa italiano até o final de 2027, já equipada com sensores, infraestrutura de comando e controle e algumas camadas defensivas, e deve estar pronta para operação plena até o fim da década.
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As fases seguintes preveem, ainda, a expansão dos módulos defensivos do sistema, com a adição de interceptadores, integração espacial e interoperabilidade com outros países aliados.
A expectativa da companhia é fortalecer a “autonomia tecnológica da Europa” e sua capacidade de resposta coletiva no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), num momento em que os gastos militares europeus atingem níveis preocupantes.
Em 2024, as despesas dos 27 Estados-Membros com defesa atingiram 343 mil milhões de euros, um aumento de 17% e parte de uma tendência ascendente.
O sistema da Leonardo foi comparado ao Iron Dome de Israel, que protege áreas civis de foguetes e drones, mas considerado mais robusto por buscar cobrir simultaneamente múltiplos domínios (ar, mar, terra e espaço).
A arquitetura multimodal é aberta, o que permite compatibilidade com padrões da OTAN em diferentes países. Apesar disso, o que existe até agora são planos ainda embrionários, e resta saber como o sistema funcionará na prática, especialmente na integração entre inteligência artificial e ciberdefesa.