Imprensa livre e independente
16 de janeiro de 2016, 10h44

Cinemateca Popular Brasileira reúne no Youtube mais de 1.200 filmes

A riquíssima lista é dividida em diversas categorias e contém desde raridades como "Os Óculos do Vovô", de 1913, a obras-primas de Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha; assista

A riquíssima lista é dividida em diversas categorias e contém desde raridades como “Os Óculos do Vovô”, de 1913, a obras-primas de Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha; assista Por RBA A Cinemateca Popular Brasileira (CPB), canal criado no Youtube, chega, neste mês, a 1.235 filmes nacionais disponíveis na íntegra. A lista das obras é atualizada anualmente. A última atualização foi realizada em dezembro. A CPB, organizada pelo Armazém Memória, utiliza como fonte de pesquisa o Dicionário de Filmes Brasileiros, de Antônio Leão da Silva Neto (1908-2002), e os catálogos da Agência Nacional do Cinema (Ancine, 2002-2013). A riquíssima...

A riquíssima lista é dividida em diversas categorias e contém desde raridades como “Os Óculos do Vovô”, de 1913, a obras-primas de Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha; assista

Por RBA

A Cinemateca Popular Brasileira (CPB), canal criado no Youtube, chega, neste mês, a 1.235 filmes nacionais disponíveis na íntegra. A lista das obras é atualizada anualmente. A última atualização foi realizada em dezembro. A CPB, organizada pelo Armazém Memória, utiliza como fonte de pesquisa o Dicionário de Filmes Brasileiros, de Antônio Leão da Silva Neto (1908-2002), e os catálogos da Agência Nacional do Cinema (Ancine, 2002-2013).

A riquíssima lista é dividida em diversas categorias, como “Longa Metragem por Gênero”, “Diretores e Diretoras”, “Literatura e Teatro no Cinema”, “Literatura e Teatro no Cinema”, por ordem cronológica (pela qual podem ser acessados filmes de toda a história da filmografia nacional), entre outras. A extensa coleção, que contempla o cinema brasileiro de todas as décadas dos séculos 20 e 21, permite fazer uma verdadeira viagem estética e histórica pela filmografia nacional.

Veja também:  Em visita à Bahia, Bolsonaro evita contato com nordestinos; filha de Glauber Rocha cancela ida a evento

O acervo oferece desde a comédia de 1913 Os Óculos do Vovô (direção de Francisco Santos), de pouco mais de quatro minutos, passando, por exemplo, por O Ébrio Vicente Celestino (de Jaurez Maisner, 1946), passando por A Música Segundo Tom Jobim (Nelson Pereira dos Santos, documentário, 2012). O acervo da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, ou as produções paulistanas do ciclo conhecido por Boca do Lixo, também estão representadas na lista.

Pode-se, por exemplo, assistir a vários filmes fundamentais de Nelson Pereira dos Santos, diretor considerado o fundador do Cinema Novo, movimento que revolucionou o cinema brasileiro nos anos 1960 e 1970. Rio 40 Graus (1955), que incorporava as técnicas neorrealistas desenvolvidas na Itália, ou Vidas Secas (1963), reconhecido como a obra-prima do cineasta, são alguns de seus muitos filmes “em cartaz” no canal da CPB.

A filmografia do revolucionário e inquieto Glauber Rocha também está no acervo, com filmes como Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e Terra em Transe (1967). São mais de dez filmes do artista disponíveis, entre longas e curtas.

Veja também:  Fabio Pannunzio, da Band, é ameaçado e xingado por militante bolsonarista

O Armazém Memória, que organiza a Cinemateca Popular Brasileira, “é uma iniciativa de articulação e construção coletiva de um sítio na Internet, visando colaborar para o desenvolvimento de políticas públicas, que possam garantir ao cidadão brasileiro o acesso à sua memória histórica, através de Bibliotecas Públicas Virtuais interligadas em um sistema de busca direto no conteúdo”, diz Marcelo Zelic, coordenador do Armazém, em seu site na internet.

Acesse o acervo neste link:

Cinemateca Popular Brasileira

Foto: Cena de ‘Vidas Secas’, de Nelson Pereira dos Santos

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum