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01 de agosto de 2018, 23h24

Ciro, sobre o isolamento imposto com acordo entre PT e PSB: “Se confirmar, é um revés”

Em sabatina na Globo News, Ciro Gomes (PDT) afirmou que está aguardando que "se confirme" o acordo firmado entre PT e PSB que o isola na campanha eleitoral: "Sabia que eu era o cabra marcado para morrer"

Reprodução/Globo News
O pré-candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou em sabatina da Globo News na noite desta quarta-feira (1) que não foi surpreendido pelo anúncio do acordo firmado entre PT e PSB em alguns estados em troca da neutralidade do PSB a nível nacional. O acordo acaba o isolando com relação às alianças, já que o pedetista buscava, até então, apoio dos socialistas e acabou sendo rejeitado pelos partidos do chamado “centrão”. “Desejo muito o apoio do PSB. O PSB tem afinidades históricas com o trabalhismo, um partido que integrei. Estão muito preocupados com a degradação de certa esquerda do...

O pré-candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou em sabatina da Globo News na noite desta quarta-feira (1) que não foi surpreendido pelo anúncio do acordo firmado entre PT e PSB em alguns estados em troca da neutralidade do PSB a nível nacional. O acordo acaba o isolando com relação às alianças, já que o pedetista buscava, até então, apoio dos socialistas e acabou sendo rejeitado pelos partidos do chamado “centrão”.

“Desejo muito o apoio do PSB. O PSB tem afinidades históricas com o trabalhismo, um partido que integrei. Estão muito preocupados com a degradação de certa esquerda do Brasil”, afirmou. De acordo com o pré-candidato, ele não recebeu ainda, no entanto, “nenhuma carta” e nem nenhum “sinal” que confirme o acordo anunciado hoje.

“Se isso se confirmar é um revés. Mas não me abate. Eu sabia que era o cabra marcado para morrer. Do PMDB do Temer, do PSDB do Alckmin e do PT do Lula”, disparou.

Para Ciro, o PT “não quer que eu seja o candidato que vai representar a renovação do pensamento progressista”.

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“Virou religião”, pontuou.

Sobre seu interesse na aliança frustrada com os partidos de direita e centro-direita do chamado “centrão”, com inúmeros quadros envolvidos em escândalos de corrupção, o pedetista foi pragmático. “Não sou candidato a madre superiora do convento. Sou candidato a presidente do Brasil (…) Tenho que bailar com essa gente”, afirmou, ponderando, contudo, que seu diálogo com partidos de direita se dá no âmbito da discussão de “ideias concretas”.

“Eu cheguei a conclusão que eu preciso ter um olho na eleição e outro no dia seguinte. Se quero ser presidente tenho que ter capacidade de dialogar com os mais variados setores”, explicou.

 

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