Imprensa livre e independente
23 de maio de 2019, 09h10

Colunista porta-voz de família Marinho culpa filhos de Bolsonaro por crise no governo

Para Ascânio Selema, no entanto, os filhos de Bolsonaro não atrapalham o governo sozinhos. "Quem mais atrapalha Bolsonaro é Jair Bolsonaro. No fundo, ele não governa porque não sabe governar. O resto é bobagem, discurso pobre que alimenta a militância radical"

Os filhos de Bolsonaro e o porta-voz da família Marinho, Ascânio Seleme (Reprodução)
Após lançar a tese do impeachment em um duro artigo no jornal O Globo, intitulado “Um governo que só a derrota interessa”, o colunista e ex-diretor de Redação do jornal da família Marinho, Ascânio Seleme, voltou à tona nesta quinta-feira (23) e culpou os filhos Flávio, Carlos e Eduardo por imobilizarem “o governo desde o seu primeiro dia”. “É muito oportuna a manifestação convocada em favor do governo Bolsonaro. A palavra de ordem é ainda mais premente. Deixem o presidente governar. É evidente que há pessoas fazendo o que podem para impedir Bolsonaro de governar. E quem são essas pessoas?...

Após lançar a tese do impeachment em um duro artigo no jornal O Globo, intitulado “Um governo que só a derrota interessa”, o colunista e ex-diretor de Redação do jornal da família Marinho, Ascânio Seleme, voltou à tona nesta quinta-feira (23) e culpou os filhos Flávio, Carlos e Eduardo por imobilizarem “o governo desde o seu primeiro dia”.

“É muito oportuna a manifestação convocada em favor do governo Bolsonaro. A palavra de ordem é ainda mais premente. Deixem o presidente governar. É evidente que há pessoas fazendo o que podem para impedir Bolsonaro de governar. E quem são essas pessoas? Em primeiro lugar, os três filhos do presidente, os que mais atrapalham e deveriam ser os primeiros a obedecer ao comando das ruas”, relata, antes de listar os malfeitos de cada um dos filhos de Bolsonaro.

Segundo Ascânio, Flávio, onde estavam depositadas as poucas esperanças de entendimento do pai com o Congresso, se viu envolvido em escândalo antes mesmo da posse. “A partir do episódio de desvio de dinheiro de funcionários de seu gabinete na Assembleia Legislativa e depois de conhecidas suas extraordinárias negociações imobiliárias, Flávio virou um problema, sumiu do plenário, e sua capacidade de interlocução desapareceu”.

Veja também:  Glenn Greenwald, do site The Intercept, fala em audiência na Câmara; siga ao vivo

O colunista chama o 02, Carlos, de “encrenqueiro da família”, responsável pela demissão do ministro Gustavo Bebianno, “o de melhor trânsito com deputados e senadores, aliado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia”. “Não poderia ter atrapalhado mais. Bolsonaro, que já tinha perdido a interlocução do filho Flávio, sem Bebianno ficou a pé no Congresso. E Carlos continua implicando com gente do governo. Basta fazer alguma sombra sobre o pai para atrair sua ira explícita”.

Pela ligação com o “eremita” Olavo de Carvalho, Eduardo é chamado de “o evangelista” da turma. “Ambos também deveriam prestar atenção no brado dos manifestantes de domingo. Olavo é um elemento tão desagregador que conseguiu causar mal-estar até mesmo entre os primeiros aliados de Bolsonaro, os militares. É sua também a obra dupla no Ministério da Educação. Nomeou um colombiano, que chamou os brasileiros de ladrões canibais, e o seu sucessor, que em duas semanas de gestão já comprou briga com os principais agentes da área”, relata.

Veja também:  Bolsonaro será o destaque da Marcha para Jesus

Segundo o jornalista, no entanto, os filhos de Bolsonaro não atrapalham o governo sozinhos. “Quem mais atrapalha Bolsonaro é Jair Bolsonaro. No fundo, ele não governa porque não sabe governar. O resto é bobagem, discurso pobre que alimenta a militância radical”.

Leia o artigo na íntegra

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum