Colunistas

16 de março de 2018, 12h43

2013, de novo

Em novo artigo, Leandro Fortes questiona: Alguém acredita mesmo que o JN está em lágrimas por conta de uma militante negra, favelada e socialista, em plena ditadura fardada nas comunidades cariocas?

Marielle nunca teve voz nem presença nessa mídia simbolizada pela Globo – Foto: Renan Olaz/Câmara do Rio

A Globo e seus acólitos iniciaram um movimento explícito – e escandaloso – para capturar a morte de Marielle Franco, de forma a controlar a narrativa do fato, da mesma forma que fez, com total sucesso, com as chamadas “jornadas” de 2013.

A capa de O Globo com “Marielle presente” não é uma homenagem, é um escárnio. O Grupo Globo jamais se preocupou com as bandeiras de Marielle, nem muito menos com os grupos sociais que ela defendeu até morrer.

Marielle nunca teve voz nem presença nessa mídia simbolizada pela Globo, muito pelo contrário: a Globo e seus mervais, kamels e jabores sempre estiveram do lado oposto do discurso e da vida de Marielle.

O que se pretende é capitalizar a comoção popular, com repercussões internacionais, de modo a controlar as reações políticas internas e evitar a construção de um argumento sólido contra a intervenção federal, no Rio, e, por extensão, o golpe.

A edição do Jornal Nacional (que não vejo, por determinação médica), festejada por muita gente boa nas redes, é a revelação em si desse movimento.

Ou alguém acredita mesmo que o JN está em lágrimas por conta de uma militante negra, favelada e socialista, em plena ditadura fardada nas comunidades cariocas?

O povo não é bobo.

E a Globo, menos ainda.


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