Alexandre Padilha

07 de junho de 2018, 15h54

Temer congelou e agora enterrou os recursos para Saúde

Alexandre Padilha analisa o caos da saúde: “Além de ser o governo com o menor índice de popularidade da história, está arrastando o país para o buraco, o mesmo país que crescia exponencialmente”

Primeiro congelaram os recursos para a saúde para os próximos 20 anos, com a PEC da Morte. Tiraram os rendimentos da exploração do pré-sal, que também iam para a área e, agora, o governo golpista tira mais dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) para subsidiar o preço do diesel. Sim, mais essa. O subsídio de R$ 9,6 bilhões dado pelo governo vai diminuir os recursos para programas sociais, incluindo os dos SUS.

Temer e seu governo golpista cancelaram R$ 179 milhões do orçamento para o fortalecimento do SUS, que já estavam bloqueados em decorrência da quantidade de cortes feitos, mas que tínhamos a esperança de ser descontingenciado. Mas, não.

A medida provisória publicada na semana passada, que criou um incentivo econômico à comercialização do óleo diesel – reduzindo o preço em 0,46 centavos –, é mais uma crueldade do governo golpista e entreguista que transcende os limites de sua proporção, em prol de um acordo firmado para que a crise com os caminhoneiros fosse suspensa, prejudicando, mais uma vez, os pobres e beneficiando acionistas e investidores da Petrobras.

A parte mais afetada é a do Fundo Nacional de Saúde, com menos R$ 159 milhões, que contempla programas como: Apoio à Implementação da Rede Cegonha (menos R$ 5 milhões), Operacionalização do Sistema Nacional de Transplantes (menos R$ 1 milhão), Manutenção e Funcionamento do Programa Farmácia Popular do Brasil Pelo Sistema de Gratuidade (menos R$ 11 milhões), Implementação do Programa Mais Médicos (menos R$ 34 milhões).

Há ainda R$ 5 milhões cancelados para o desenvolvimento tecnológico, pesquisas, inovação para áreas como a Vigilância de Doenças Transmissíveis, R$ 7 milhões para desenvolvimento de tecnologias alternativas, saúde ambiental e manejo de resíduos sólidos, R$ 2, 5 milhões para a Atenção à Saúde nos Serviços Ambulatoriais e Hospitalares do Ministério da Saúde e para a residência de profissionais de saúde, entre outros.

Nota de repúdio

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) divulgou nota de repúdio à medida provisória conclamando “a sociedade para manifestações contra esta medida que retira os recursos das áreas sociais e dos programas voltados para os mais carentes”.

Temer congelou e agora enterra os recursos para saúde para que a população pague as contas da má administração da Petrobras, que vendeu, a preço de banana, nossas petrolíferas para o capital estrangeiro. Sim, o governo golpista VENDEU nossa maior riqueza e está fazendo com que importemos os derivados do petróleo. Resultado: produziu a maior crise já vista no país. Além de ser o governo com o menor índice de popularidade da história, está arrastando o país para o buraco, o mesmo país que crescia exponencialmente.


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