Notas Internacionais

por Ana Prestes

29 de maio de 2019, 11h55

Em visita ao Japão, Trump ameaça China e diz que forças militares dos EUA na Ásia são “temíveis”

Ana Prestes revela, em sua nova coluna, que os norte-americanos possuem 70 mil militares no leste da Ásia

Foto: Reprodução

– Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker disse nesta terça-feira (28) que a União Europeia não renegociará o acordo do Brexit novamente. A declaração se dá no contexto dos debates internos no Reino Unido sobre a substituição de Theresa May no cargo de primeira-ministra. A principal disputa se dá entre os conservadores Jeremy Hunt, atual ministro de relações exteriores e que não quer uma saída abrupta da EU, e Boris Johnson, ex-ministro de May e que está entre os eurocéticos mais radicais e topa um Brexit brusco. Da forma como está hoje, o Brexit deve ocorrer até o dia 31 de outubro com ou sem acordo, a não ser que a UE aumente o prazo ou o governo britânico desista do Brexit.

– Por falar em Comissão Europeia, já está quente na Europa, passadas as eleições para o Parlamento Europeu, a disputa para a decisão sobre quem substituirá Juncker na condução do executivo continental. Também serão substituídos o presidente do Conselho Europeu, hoje comandado por Donald Tusk, do Banco Central Europeu, sob a chefia de Mario Draghi, e a chefe da diplomacia europeia, que atualmente é Federica Mogherini. Uma proposta de substituições deve ser apresentada na próxima reunião de cúpula em 21 e 22 de junho, a ser referendada pelo Parlamento Europeu no início de julho. Segundo uma regra estabelecida em 2014, o candidato apresentado pelo grupo com a maior composição no Parlamento Europeu deve ter prioridade para assumir a Comissão Europeia. Nesse caso os alemães que compõe o PPE teriam precedência, mas Macron e seu grupo parlamentar Alde estão apresentando discordância com o mecanismo. Tudo indica que o processo será longo e muito negociado, tanto politicamente, como do ponto de vista dos procedimentos, pois PPE e S&D não formaram maioria simples no PE e terão que negociar. Merkel e Macron estão medindo forças.

– Um órgão português, a CICDR (Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial), de prevenção e combate às práticas discriminatórias em Portugal, emitiu um relatório que aponta uma alta de 93,3% das queixas por discriminação étnica e racial no país em 2018. Só os brasileiros, sofreram 150% mais do que no período anterior com ataques xenófobos. O número de brasileiros residentes em Portugal aumentou 5,1% em 2017 (dados de 2018 ainda não divulgados pelo SEF – Seviços de Estrangeiros e Fronteiras). Essas estatísticas de novos residentes não incluem brasileiros em situação irregular ou com dupla cidadania. Só de estudantes, Portugal tem hoje mais de 12 mil alunos brasileiros, entre cursos de graduação e pós-graduação. A xenofobia contra brasileiros já é a terceira causa de discriminação em Portugal, sendo que em primeiro vem contra ciganos, a segunda contra negros. (Dados da matéria de Giuliana Miranda na FSP).

– Trump deixou ontem (28) o Japão. Foi o primeiro chefe de Estado a visitar o novo Imperador Naruhito. Durante sua visita, Trump disse que as forças militares dos EUA na região asiática são “temíveis” e que nenhum país do mundo tem a mesma capacidade ou equipamentos. As declarações têm sido interpretadas como um recado à China. Os EUA possuem 70 mil militares no leste da Ásia. Durante sua visita, o presidente também entrou em controvérsias com seu anfitrião Shinzo Abe sobre a Coreia do Norte. O japonês tem acusado a RPDC de lançar mísseis, violando as resoluções da ONU, e Trump disse que não houve violação.

– A contradição entre Shinzo Abe e Trump sobre a Coreia do Norte evidenciou outro problema dentro do governo americano. Nos últimos dias, John Bolton (conselheiro de segurança da Casa Branca) tem dito uma coisa e Trump, outra. Sobre o Irã, enquanto Bolton diz que os EUA querem um novo governo, o presidente declarou que não busca uma mudança de regime naquele país. Essas contradições também podem revelar que há divergências dentro do governo americano sobre o tratamento mais ou menos belicoso dedicado à Venezuela. Segundo matéria do jornalista Peter Baker, um assessor da Casa Branca teria dito que ouviu as seguintes palavras de Trump: “Se a decisão coubesse a John, estaríamos envolvidos em quatro guerras agora”.

– Um relatório da “ONG Sabe the Children” revela que 690 milhões de crianças têm seus direitos a uma infância segura e saudável desrespeitados. O relatório foi divulgado nesta terça (28) e mostra que um quarto das crianças do mundo estão em situação de vulnerabilidade.

– Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker disse nesta terça-feira (28) que a União Europeia não renegociará o acordo do Brexit novamente. A declaração se dá no contexto dos debates internos no Reino Unido sobre a substituição de Theresa May no cargo de primeira-ministra. A principal disputa se dá entre os conservadores Jeremy Hunt, atual ministro de relações exteriores e que não quer uma saída abrupta da EU, e Boris Johnson, ex-ministro de May e que está entre os eurocéticos mais radicais e topa um Brexit brusco. Da forma como está hoje, o Brexit deve ocorrer até o dia 31 de outubro com ou sem acordo, a não ser que a UE aumente o prazo ou o governo britânico desista do Brexit.

– Por falar em Comissão Europeia, já está quente na Europa, passadas as eleições para o Parlamento Europeu, a disputa para a decisão sobre quem substituirá Juncker na condução do executivo continental. Também serão substituídos o presidente do Conselho Europeu, hoje comandado por Donald Tusk, do Banco Central Europeu, sob a chefia de Mario Draghi, e a chefe da diplomacia europeia, que atualmente é Federica Mogherini. Uma proposta de substituições deve ser apresentada na próxima reunião de cúpula em 21 e 22 de junho, a ser referendada pelo Parlamento Europeu no início de julho. Segundo uma regra estabelecida em 2014, o candidato apresentado pelo grupo com a maior composição no Parlamento Europeu deve ter prioridade para assumir a Comissão Europeia. Nesse caso os alemães que compõe o PPE teriam precedência, mas Macron e seu grupo parlamentar Alde estão apresentando discordância com o mecanismo. Tudo indica que o processo será longo e muito negociado, tanto politicamente, como do ponto de vista dos procedimentos, pois PPE e S&D não formaram maioria simples no PE e terão que negociar. Merkel e Macron estão medindo forças.

– Um órgão português, a CICDR (Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial), de prevenção e combate às práticas discriminatórias em Portugal, emitiu um relatório que aponta uma alta de 93,3% das queixas por discriminação étnica e racial no país em 2018. Só os brasileiros, sofreram 150% mais do que no período anterior com ataques xenófobos. O número de brasileiros residentes em Portugal aumentou 5,1% em 2017 (dados de 2018 ainda não divulgados pelo SEF – Seviços de Estrangeiros e Fronteiras). Essas estatísticas de novos residentes não incluem brasileiros em situação irregular ou com dupla cidadania. Só de estudantes, Portugal tem hoje mais de 12 mil alunos brasileiros, entre cursos de graduação e pós-graduação. A xenofobia contra brasileiros já é a terceira causa de discriminação em Portugal, sendo que em primeiro vem contra ciganos, a segunda contra negros. (Dados da matéria de Giuliana Miranda na FSP).

– Trump deixou ontem (28) o Japão. Foi o primeiro chefe de Estado a visitar o novo Imperador Naruhito. Durante sua visita, Trump disse que as forças militares dos EUA na região asiática são “temíveis” e que nenhum país do mundo tem a mesma capacidade ou equipamentos. As declarações têm sido interpretadas como um recado à China. Os EUA possuem 70 mil militares no leste da Ásia. Durante sua visita, o presidente também entrou em controvérsias com seu anfitrião Shinzo Abe sobre a Coreia do Norte. O japonês tem acusado a RPDC de lançar mísseis, violando as resoluções da ONU, e Trump disse que não houve violação.

– A contradição entre Shinzo Abe e Trump sobre a Coreia do Norte evidenciou outro problema dentro do governo americano. Nos últimos dias, John Bolton (conselheiro de segurança da Casa Branca) tem dito uma coisa e Trump, outra. Sobre o Irã, enquanto Bolton diz que os EUA querem um novo governo, o presidente declarou que não busca uma mudança de regime naquele país. Essas contradições também podem revelar que há divergências dentro do governo americano sobre o tratamento mais ou menos belicoso dedicado à Venezuela. Segundo matéria do jornalista Peter Baker, um assessor da Casa Branca teria dito que ouviu as seguintes palavras de Trump: “Se a decisão coubesse a John, estaríamos envolvidos em quatro guerras agora”.

– Um relatório da “ONG Sabe the Children” revela que 690 milhões de crianças têm seus direitos a uma infância segura e saudável desrespeitados. O relatório foi divulgado nesta terça (28) e mostra que um quarto das crianças do mundo estão em situação de vulnerabilidade.

– Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker disse nesta terça-feira (28) que a União Europeia não renegociará o acordo do Brexit novamente. A declaração se dá no contexto dos debates internos no Reino Unido sobre a substituição de Theresa May no cargo de primeira-ministra. A principal disputa se dá entre os conservadores Jeremy Hunt, atual ministro de relações exteriores e que não quer uma saída abrupta da EU, e Boris Johnson, ex-ministro de May e que está entre os eurocéticos mais radicais e topa um Brexit brusco. Da forma como está hoje, o Brexit deve ocorrer até o dia 31 de outubro com ou sem acordo, a não ser que a UE aumente o prazo ou o governo britânico desista do Brexit.

– Por falar em Comissão Europeia, já está quente na Europa, passadas as eleições para o Parlamento Europeu, a disputa para a decisão sobre quem substituirá Juncker na condução do executivo continental. Também serão substituídos o presidente do Conselho Europeu, hoje comandado por Donald Tusk, do Banco Central Europeu, sob a chefia de Mario Draghi, e a chefe da diplomacia europeia, que atualmente é Federica Mogherini. Uma proposta de substituições deve ser apresentada na próxima reunião de cúpula em 21 e 22 de junho, a ser referendada pelo Parlamento Europeu no início de julho. Segundo uma regra estabelecida em 2014, o candidato apresentado pelo grupo com a maior composição no Parlamento Europeu deve ter prioridade para assumir a Comissão Europeia. Nesse caso os alemães que compõe o PPE teriam precedência, mas Macron e seu grupo parlamentar Alde estão apresentando discordância com o mecanismo. Tudo indica que o processo será longo e muito negociado, tanto politicamente, como do ponto de vista dos procedimentos, pois PPE e S&D não formaram maioria simples no PE e terão que negociar. Merkel e Macron estão medindo forças.

– Um órgão português, a CICDR (Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial), de prevenção e combate às práticas discriminatórias em Portugal, emitiu um relatório que aponta uma alta de 93,3% das queixas por discriminação étnica e racial no país em 2018. Só os brasileiros, sofreram 150% mais do que no período anterior com ataques xenófobos. O número de brasileiros residentes em Portugal aumentou 5,1% em 2017 (dados de 2018 ainda não divulgados pelo SEF – Seviços de Estrangeiros e Fronteiras). Essas estatísticas de novos residentes não incluem brasileiros em situação irregular ou com dupla cidadania. Só de estudantes, Portugal tem hoje mais de 12 mil alunos brasileiros, entre cursos de graduação e pós-graduação. A xenofobia contra brasileiros já é a terceira causa de discriminação em Portugal, sendo que em primeiro vem contra ciganos, a segunda contra negros. (Dados da matéria de Giuliana Miranda na FSP).

– Trump deixou ontem (28) o Japão. Foi o primeiro chefe de Estado a visitar o novo Imperador Naruhito. Durante sua visita, Trump disse que as forças militares dos EUA na região asiática são “temíveis” e que nenhum país do mundo tem a mesma capacidade ou equipamentos. As declarações têm sido interpretadas como um recado à China. Os EUA possuem 70 mil militares no leste da Ásia. Durante sua visita, o presidente também entrou em controvérsias com seu anfitrião Shinzo Abe sobre a Coreia do Norte. O japonês tem acusado a RPDC de lançar mísseis, violando as resoluções da ONU, e Trump disse que não houve violação.

– A contradição entre Shinzo Abe e Trump sobre a Coreia do Norte evidenciou outro problema dentro do governo americano. Nos últimos dias, John Bolton (conselheiro de segurança da Casa Branca) tem dito uma coisa e Trump, outra. Sobre o Irã, enquanto Bolton diz que os EUA querem um novo governo, o presidente declarou que não busca uma mudança de regime naquele país. Essas contradições também podem revelar que há divergências dentro do governo americano sobre o tratamento mais ou menos belicoso dedicado à Venezuela. Segundo matéria do jornalista Peter Baker, um assessor da Casa Branca teria dito que ouviu as seguintes palavras de Trump: “Se a decisão coubesse a John, estaríamos envolvidos em quatro guerras agora”.

– Um relatório da “ONG Sabe the Children” revela que 690 milhões de crianças têm seus direitos a uma infância segura e saudável desrespeitados. O relatório foi divulgado nesta terça (28) e mostra que um quarto das crianças do mundo estão em situação de vulnerabilidade.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum