Andrea Caldas

política e educação

09 de agosto de 2019, 19h21

Bolsonaro fala de cocô e Guedes aprova a Reforma da Previdência

Andrea Caldas: “Neste eclipsamento do tempo e do destino, há espaço para personagens menores e, invariavelmente, sombrios. Mas, eles passarão”

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

É assim…

Todo mundo sabe que é assim… E os eleitores orgânicos do Bolsonaro, especialmente, o sabem.

O financismo – na total falta de nomes que emplacassem, eleitoralmente, seu programa impopular – aceitou um bufão como presidente.

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Alguém que não seria recebido em um jantar para “30 talheres”. Alguém que seria desprezado nos convescotes de clubes seletos.
Mas, é o que eles têm.  Foi o que sobrou diante do fracasso da direita liberal e dos novos janotas.

É assim…

Tampam o nariz para os maus modos do clã e do baixo clero, enquanto isto for funcional para suas pautas.

Da mesma forma, a classe média – que se acredita elite – disfarça seu rubor diante das palavras grotescas do chefe da Nação, enquanto suspira aliviada pelo fim da era petista – aquela em que as empregadas domésticas tinham direitos e os negros e negras entraram na universidade.

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Bolsonaro sabe disso e tem esticado a corda da provocação.

Assume publicamente que está beneficiando a SUA família, manda recados para o Moro, manda prender e manda soltar.
Ele sabe, também, que é o fim do banquete… que pode durar até o fim do mandato ou não.

Mas, sem dúvida, será a sua última aparição na cena política institucional.

Bolsonaro e seu grotesco clã são as recorrentes caricaturas dos interregnos da humanidade.

Aqueles momentos em que o novo e velho ainda co-habitam o devir histórico.

Neste eclipsamento do tempo e do destino, há espaço para personagens menores e, invariavelmente, sombrios.

Mas, eles passarão. Porque são meros instrumentos da navegação entre tempos e eras. E, por isso, facilmente descartáveis.

A grande questão, contudo, é saber para onde estamos indo. Quem estará na condução deste outro lado da travessia? Para onde essa nau histórica ruma?

Barbárie ou humanização?

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.

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