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15 de maio de 2018, 22h10

Cartas do Pai: “O Brasil que eu não quero!”

Nesses últimos dois anos estamos perdendo tudo, e nos obrigando a sonhar com uma coisa que nós já tínhamos. Jogam o Brasil pra baixo, pra fazer a gente ter vergonha dele, logo um país com tanta coisa boa

Foto: Arquivo pessoal

Rio de Janeiro, 15 de maio de 2018

Pai,

Estava pensando esses dias. Qual o Brasil que eu quero? Não sei por que essa pergunta me veio à cabeça, nem sei de onde ela veio. O Brasil que eu quero é um que não esteja no mapa da fome da ONU! Aonde brasileiros pobres também frequentem a universidade e virem médicos, advogados, engenheiros… Um país que os trabalhadores tenham direitos e consigam se aposentar.

Mas nesses últimos dois anos estamos perdendo tudo isso, e nos obrigando a sonhar com uma coisa que nós já tínhamos. Jogam o Brasil pra baixo, pra fazer a gente ter vergonha dele, logo um país com tanta coisa boa. Querem fazer a gente acreditar que o Brasil que a gente quer é um sonho, e que nada aqui presta.

Acho que a pergunta certa seria: “O que você gosta no Brasil e como podemos melhorar ainda mais?”

Quando tudo é ruim, nos contentamos com qualquer coisa, né pai! Quando pagamos o FMI e passamos a emprestar para países mais pobres, reclamaram! Preferiam quando nós é que pedíamos dinheiro emprestado.

E mais uma vez voltamos a pedir dinheiro no sinal (viu como aumentou o número de pessoas pedindo dinheiro no sinal?), a viver de migalhas, de esmolas.

O Brasil que eu quero é um Brasil que não tenha que fazer esta pergunta! Nunca mais!

Um beijo,

Ivan


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