conexoesglobais

24 de janeiro de 2014, 23h06

“Resolver problema da polícia” poderia ser o legado do junho de 2013

Afirmação é da professora da UFRJ, Ivana Bentes, durante a segunda mesa de debates do Conexões Globais 2014

Afirmação é da professora da UFRJ, Ivana Bentes, durante a segunda mesa de debates do Conexões Globais 2014

Por Redação

Momento do debate “Jornadas de junho e o futuro da democracia no Brasil”(Reprodução)

Na segunda mesa de debates desta sexta-feira (24), o Conexões Globais propôs o diálogo sobre as “Jornadas de junho e o futuro da democracia no Brasil” e um dos pontos comuns entre todos os debatedores foi a necessidade de se discutir o modelo de polícia vigente no Brasil. Para a professora e pesquisadora da Escola de Comunicação da UFRJ, Ivana Bentes, “se a única contribuição da jornada fosse resolver o problema da polícia, já seria um enorme avanço.”

Participaram do encontro o governador do Rio Grande Sul, Tarso Genro; o secretário de Serviços da prefeitura de São Paulo, Simão Pedro; o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; Pablo Capilé, do Fora do Eixo, além de Ivana Bentes.

A profundidade dos significados sobre as manifestações que tomaram as ruas do país ainda geram interpretações diversas. Representante do governo federal, Gilberto Carvalho reconheceu que ainda não compreendeu o processo que se desencadeou em junho. “Passamos muito tempo para tentar entender o que aconteceu nas ruas, e ainda estamos tentando entender”, disse. Para Ivana, ficou patente que houve uma nova relação com a mídia. “A disputa de narrativa com a mídia tradicional aconteceu, disputou-se o sentido da narração com esses grandes veículos, deu-se visibilidade aos Amarildos”, afirmou a professora.

Pablo Capilé pediu que se interrompa o processo de criminalização dos movimentos e foi acompanhado do secretário Simão Pedro. “Quando decidimos fazer uma intervenção série e humana, quase que a PM colocou tudo a perder. O rolezinho nos shoppings veio com uma repressão policial desnecessária”, afirmou o petista, citando mais uma vez a polícia militar de forma negativa.

Ivana trouxe o debate para este ano, conjecturando sobre as possibilidades de novas manifestações e falando sobre o que considera uma histeria do mercado, do governo, dos conservadores e de parte da esquerda em torno do “Não vai ter Copa”.  “A questão é entender que o ‘Não vai ter Copa’ significa : Temos que recontextualizar e rediscutir esse termo. Óbvio que vai ter Copa, temos que lutar para que não tenha a Copa das remoções, a Copa das injustiças”, disse.

 

Ao seu lado, Gilberto Carvalho rechaçou a possibilidade de o governo federal estar se preparando para reprimir as manifestações com uso de força policial. “Estamos com a disposição de fazer desta Copa a Copa do povo e não a Copa da Fifa.”


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum