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06 de outubro de 2018, 10h13

Haverá segundo turno: e o resultado da guerra está totalmente em aberto

Em novo artigo, Julian Rodrigues diz: “Não existirá espaço para vacilações ou dúvidas. No segundo turno temos a tarefa de fazer eclodir o que há de melhor, o que há de justo, o que há de belo, o que há de razoável e racional em nosso país. Será uma guerra implacável”

Foto: Ricardo Stuckert

1 – Sim, o cenário é dificílimo para as forças democráticas e progressistas. O candidato neofascista cresceu e ganhou apoios em setores populares e entre as mulheres. Houve uma pesadíssima operação política, comandada por lideranças evangélicas. Também fizeram brutal ofensiva, via whatsApp, com disseminação em massa de “fake news” barra pesada.

2 – A candidatura do Inominável tem apoios internacionais pesadíssimos. Estamos lidando com forças subterrâneas, que atuam cientificamente nas redes sociais. Financiamento milionário pra campanha do Bozo, com as mesmas empresas e técnicas que elegeram o Trump. O imperialismo opera em alta agora, na nossa eleição.

3 – Apesar disso tudo, a força do PT e do lulismo é impressionante. Haverá segundo turno e Haddad estará lá. Dilma foi derrubada, Lula está preso, a campanha antipetista é monumental, e, a despeito disso tudo, é a candidatura do Partido dos Trabalhadores que enfrentará a extrema direita na rodada final. Uma coisa extraordinária!

4 – Nosso foco agora é conquistar mais votos para o 13. Lembrar que o Coiso quer acabar com o décimo terceiro e o abono de férias. Que ele votou contra os direitos das empregadas domésticas. Reforçar que ele apoia o Temer e que não tem nenhuma proposta para criar empregos; pior: o cara votou a favor da reforma trabalhista.

5 – Todas as informações que temos indicam que haverá sim segundo turno e que Haddad vai passar para a segunda etapa, com alguns pontos atrás do capitão.

6 – Por outro lado, todas as pesquisas mostram um cenário totalmente indefinido na segunda volta. Rigorosamente, estamos em empate técnico. O Brasil dividido ao meio. Nada está dado.

7 – Não se trata de uma eleição normal. Eventual vitória do neofascista desencadearia imediatamente ondas de violência, repressão, assassinatos, estupros, agressões: a barbárie crescente. Nossas vidas estão em jogo. Não é força de expressão.

8 – A urgência da história. Não tem jeito. Não existirá espaço para vacilações ou dúvidas. No segundo turno temos a tarefa de fazer eclodir o que há de melhor, o que há de justo, o que há de belo, o que há de razoável e racional em nosso país. Será uma guerra implacável.

9 – Tudo que Hitler anunciou em seus discursos ele realizou. Subestimar a onda neofascista é um erro brutal. Nossa jornada é em defesa da vida, em defesa de um patamar mínimo de convivência e democracia. É possível resistir e mobilizar multidões. #elenão.

10 -“Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado. As ameaças e as guerras havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como uma quilha corta as ondas”. (Maiakóviski).


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