Ivete Sangalo isenta governo Bolsonaro de qualquer relação com as 500 mil mortes da pandemia

Nas redes a cantora foi cobrada a tomar partido e "não ter medo de dar nome aos bois"

A cantora Ivete Sangalo fez uma postagem em suas redes sociais neste domingo (20) lamentando as 500 mil mortes por Covid-19 no Brasil. Porém, Sangalo isentou o governo Federal, que se recusou a comprar vacinas antecipadamente, de qualquer culpa pelo meio milhão de mortos no país.

“Não é natural. Não é uma mentira. É estarrecedor pensar sobre as milhares de vidas ceifadas e dores irreparáveis em torno dessas perdas. Não é sobre partidos, é sobre humanidade”, escreveu a artista.

Por conta do fato de ter isentado ou sequer mencionado o governo federal em seu post, apesar da aposta do presidente Bolsonaro em métodos comprovadamente ineficazes contra a Covid, a cantora foi cobrada.

“É um projeto”, comentou a influencer e comentarista do programa Encontro com Fátima, Tia Má (Maíra Azevedo).

“Ivete, infelizmente é sobre partido sim, é sobre ter lado, é sobre não ter medo de dar nome aos bois”, comentou outro seguidor da cantora.

Outro seguidor da cantora comentou: “Olhei a foto e me surpreendi: Ivete se posicionando? Quando corro pra legenda nada de diferente”.

A cantora Ivete Sangalo, que tem 32,8 milhões de seguidores em sua conta do Instagram e hoje é uma das artistas mais populares do Brasil, tem sido cobrada para se posicionar frente ao governo Bolsonaro.

Mas, pelo visto Veveta vai continuar eximindo o governo Bolsonaro de qualquer culpa sobre a maneira como a pandemia foi e está sendo conduzida no Brasil.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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