Julinho Bittencourt

29 de janeiro de 2020, 16h00

Álbuns que completam 50 anos em 2020 e que você talvez devesse ouvir

Este ano, alguns dos maiores álbuns de todos os tempos se tornam cinquentões. Veja alguns aqui

Foto: Montagem

Este ano, alguns dos maiores álbuns de todos os tempos, em vários gêneros, se tornam cinquentões. Trata-se de uma fila interminável de gravações lendárias, puxadas pelo antológico “All Things Must Pass”, do então recém ex-Beatle, George Harrison.

O disco, um álbum triplo produzido por Phil Spector, traz um sem fim de canções inéditas, todas elas extremamente elaboradas – que se tornaram clássicos desde então – que não foram aproveitadas pelos outros rapazes de Liverpool.

Mas o ano trouxe muito mais surpresas, a começar pelos próprios Beatles, que levavam a público seu último lançamento, o inusitado e irregular “Let It Be”. Ao mesmo tempo, e também com Phil Spector, Lennon lançava o seu primeiro solo, o “Plastic Ono Band”, aquele que muitos consideram o maior álbum de rock de todos os tempos.

Outra banda inglesa, o Pink Floyd, lançava o “Atom Heart Mother”, primeiro disco deles a chegar no topo das paradas britânicas. Com a sua formação clássica e o som onírico e lisérgico que veio a consagrar a banda, o álbum da vaquinha na capa atravessou décadas e se mantém como um dos grandes de seu tempo.

Do outro lado do planeta, ainda no Hemisfério Norte, o quarteto vocal Crosby, Stills, Nash & Young lançava o seu “Dèjà Vu”, um magnífico álbum repleto de clássicos que viraram a trilha sonora da geração Woodstock.

Em outro gênero, um tanto mais sofisticado, Miles Davis lançava “Bitches Brew”, a sua Bíblia experimental, que inaugurava o jazz fusion e o colocava, mais uma vez renovado, como um dos maiores músicos do planeta.

E, por falar em sofisticação, o brasileiro Tom Jobim, vindo do retumbante sucesso de seu álbum em parceria com Frank Sinatra, lançava nos EUA o disco “Stone Flower”, que trazia a bela “Children’s Games”, que acabou conhecida no Brasil como “Chovendo na Roseira”. Além dela, o álbum prenunciava uma volta às grandes obras orquestrais e o seu mergulho no universo de Villa-Lobos, que veio a se concretizar mais tarde.

Ainda em terras brazucas, Roberto Carlos lançava o LP que trazia um de seus maiores sucessos, a canção religiosa “Jesus Cristo”. Inspirada na música gospel e o R&B americanos, a canção foi regravada em diversos países e o álbum foi um sucesso retumbante.

No extremo oposto, Os Mutantes lançavam o seu terceiro álbum, “A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado”, com mais inovações, distorções e arranjos de Rogério Duprat. Uma farra tropicalista.

O ano, e posteriormente a década, nos trouxeram muitas outras novidades no campo da cultura, massacrada e censurada pela ditadura militar. A despeito de tudo, a cultura, com seus músicos e artistas, resistiu e nos trouxe obras inesquecíveis. Discos que, por algumas razões misteriosas e outras nem tanto, ainda fazem enorme sentido nos dias de hoje.

Tem muito mais além destes. É só procurar que acha.

 

 


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