Colunistas

30 de outubro de 2018, 15h20

Notas Internacionais: “Pequim vê a ascensão de Bolsonaro com muita preocupação”

Ana Prestes revela que o professor de Relações Internacionais da FGV, Oliver Stuenkel, ao ser questionado sobre a futura relação do Brasil com a China, afirmou: “Bolsonaro tem defendido que “a China não compra no Brasil, ela compra ‘o Brasil’”

– O economista Paulo Guedes, possível ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro, disse em entrevista que o Mercosul não será prioridade para o próximo governo. Textualmente: o Brasil “ficou prisioneiro de alianças ideológicas (…) Você só negocia com quem tiver inclinações bolivarianas. O Mercosul foi feito totalmente ideológico. É uma prisão cognitiva”. Ao final da entrevista ele se exaltou com a jornalista argentina que fazia a pergunta e disse: “É isso que você queria ouvir? Mercosul não será prioridade. A gente não está preocupado em te agradar. Eu conheço esse estilo”. (*o bloco foi criado em 1991, em plena onda neoliberal).

– JB e Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, falaram por telefone, segundo a porta voz do Dept. de Estado, Heather Nauert. “Conversaram sobre as prioridades nos temas de política exterior, incluindo a Venezuela, o combate ao crime transnacional e a maneira de fortalecer os laços econômicos entre Brasil e EUA, as duas maiores economias da região”, está no comunicado de Nauert.

– Tabaré Vazquez, presidente uruguaio, foi um dos que mais demorou (12 horas) a cumprimentar JB entre os sulamericanos do cone sul. Ele disse ontem (29): “Entendemos, para atuar com seriedade e responsabilidade, que correspondia para um país como o Uruguai, um país sério – que em lugar de fazer uma declaração por Twitter – tem um presidente da República que ante todos os meios de imprensa do Uruguai, no dia de hoje, expressa seriamente a posição do Uruguai a respeito” e agregou dizendo que faria uma ligação a JB para cumprimenta-lo. Foi a primeira comunicação entre os dois, diferente da relação próxima que JB estabeleceu com o Macri (Argentina), Mario Abdo (Paraguai) e Piñera (Chile) ainda no período da campanha.

– Professor de Relações Internacionais da FGV, Oliver Stuenkel, ao ser questionado sobre relação do Brasil com a China em um governo JB, afirmou: “Pequim vê a ascensão de Bolsonaro com muita preocupação. Ninguém em sua equipe tem consciência do custo político que poderia ter uma visita sua a Taiwan em março” e acrescentou que JB tem defendido que “a China não compra no Brasil, ela compra ‘o Brasil’”.

– As empresas fabricantes de armas de fogo estão otimistas com respeito aos futuros negócios no Brasil. Duas empresas internacionais, a Caracal, estatal dos Emirados Árabes Unidos, e a CZ da República Tcheca já anunciaram que pretendem se instalar no país. Uma delas provavelmente se instalará em Goiás.

– O governo dos EUA determinou ao Exército que enviasse a partir dessa segunda (29) mais de 5 mil militares para a fronteira com o México, no intuito de deter a caravana de imigrantes da América Central, que nesse momento se encontra no México. A prioridade do reforço militar será nas fronteiras do Texas, Arizona e Califórnia. Por sua conta do Twitter, Trump disse: “por favor, retornem, não serão admitidos nos EUA a menos que passem pelo processo legal. Isso é uma invasão ao novo país e nossos militares estão esperando!”.

– O contingente de militares posicionados na fronteira sul dos EUA nesse momento é superior ao número de militares americanos hoje presentes na Síria e no Iraque e metade dos presentes no Afeganistão, segundo fonte do Wall Street Journal.

– Além da caravana de 7000 hondurenhos que já se aproximam da fronteira norte-americana e  uma outra que está na Guatemala, há uma terceira caravana da América Central rumo aos EUA que saiu neste domingo (28) de El Salvador. São cerca de 300 pessoas. A situação na fronteira da Guatemala com o México está bastante tensa neste momento de avanço da 2ª caravana, com mortos e feridos, segundo a imprensa local.

– Cerca de 500 organizações da sociedade civil, internacionais e locais, entregaram um documento ao governo do México, dizendo que este está obrigado a oferecer proteção a pessoas deslocadas e desabrigadas centro-americanas, por não se tratar tão somente de uma caravana de imigrantes, mas de um “desplazamiento forzado” (êxodo ou deslocamento forçado). O documento possui 12 pontos.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum