Plínio Teodoro

13 de dezembro de 2019, 17h32

A Havan da filha da Dilma e a máxima nazista para se criar “verdades”

Bolsonaro, que usufrui de seu messianismo impondo a própria visão de Deus acima de todos, certamente poderia trocar a citação bíblica que o acompanha pela máxima atribuída ao ministro da propaganda de Adolf Hitler

Carla Zambelli, Luciano Hang e os doutrinados do imperialismo da Havan (Montagem)

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Eleito em meio ao terror provocado por uma avalanche de fake news, Jair Bolsonaro apoia suas verdades no versículo bíblico de João.

Falando como um Messias, Bolsonaro tem arrebanhado – especialmente no meio evangélico – milhões de fiéis, seguidores de uma política calcada no ódio, no preconceito e na violência armada.

Uma visão fragmentada que resulta na dizimação e em assassinatos de tudo e de todos que são diferentes ou que tenham diferentes pontos de vista dos seus – seja em tribos indígenas, periferias ou balneários em Santa Catarina.

Nesta quinta-feira (12), um vídeo resgatado por internautas mostra como Bolsonaro foi levado ao poder por fábricas de mentiras contra o campo progressista, propagadas nos grupos de Whatsapp e insufladas pelos movimentos que levaram milhões de pessoas às ruas.

Nele, a ex-líder do movimento Nas Ruas e atual deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) atiça o ódio contra a filha da Dilma Rousseff ao dizer que “Paulinha” é dona da rede de lojas Havan – de Luciano Hang, um dos mais ferrenhos bolsonaristas, também propagador de fake news.

A mentira que assanha a extrema-direita e provoca a violência contra qualquer um que possa ser taxado de “comunista” se encontra também escancarada na capa da revista Veja desta semana, que culpa a gestão de Lula e Dilma por todos os males econômicos do país, enquanto louva o projeto fascista neoliberal capitaneado por Paulo Guedes.

O ministro ainda é saudado pelos yuppies da geração Z que vivem no ilusório Brasil da Faria Lima, e se dizem “pauloguedistas”, como retrata a cria paulistana da revista Veja.

Em cima de mentiras desumanas – que têm no lucro dos grandes grupos financeiros seu centro e não na empatia humana, que nos permite viver em sociedade -, erguem-se governos de ódio, propagados a exterminar tudo que se oponha ao lucro de seus patrocinadores.

Bolsonaro, que usufrui de seu messianismo impondo a própria visão de Deus acima de todos, certamente poderia trocar a citação bíblica que o acompanha pela máxima atribuída a Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler, com verdades cunhadas sob mentiras repetidas mil vezes.

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