Plínio Teodoro

12 de março de 2020, 11h01

O fundo do poço ainda não chegou: dólar caminha para R$ 6 e iBovespa para 50 mil pontos

Isso tudo deve acontecer dentro do prazo de 15 semanas, dado por Bolsonaro para que Paulo Guedes "reacelere" a economia brasileira

O ministro da Economia, Paulo Guedes (Divulgação)

A anunciada pandemia de Coronavírus pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (11) voltou a derreter o mercado financeiro internacional, que tende a provocar uma das maiores recessões econômicas nos últimos tempos.

A turbulência internacional refletiu em cheio no Brasil. O dólar rompeu a tão anunciada – principalmente pelos golpistas durante o governo Dilma Rousseff – barreira dos R$ 5 e a Bolsa de Valores de São Paulo acionou o circuit braker pela terceira vez na semana, com um tombo de mais de 11% nos primeiros 22 minutos de pregão.

Mas o fundo do poço da economia brasileira ainda não chegou.

Paulo Guedes, que perdeu toda a credibilidade no cenário mundial, insiste na sua política econômica neoliberal, que tende a aprofundar a crise e provocar uma avalanche na fuga de capitais no Brasil. O dólar caminha fortememente para uma nova barreira, de R$ 6, devido ao descontrole e instabilidade do governo, que gera desconfiança de qualquer tipo de investidor – até mesmo entre especuladores.

Já a Bolsa de Valores, caminha para os 70 mil pontos e deve voltar mais de uma década, operando abaixo dos 50 mil pontos – barreira rompida no governo Lula -, com a pandemia do coronavírus atrelada à política que fatia a Petrobras e dilacera as empresas brasileiras – estatais e privadas.

Isso tudo deve acontecer dentro do prazo de 15 semanas, dado por Bolsonaro para que Guedes “reacelere” a economia brasileira. Caso isso não aconteça, o discípulo de Milton Friedman vai pra rua.

Tic Tac.


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