Plínio Teodoro

07 de fevereiro de 2020, 07h03

Secretário de Bolsonaro se defende nas Páginas Amarelas da Veja, que ataca Lula

Declarando "lealdade" a Jair Bolsonaro, o secretário diz que não tem provas, mas convicção de que é perseguido por ser um "questionador dos dados do Ibope"

Fábio Wajngarten (Foto: Alan Santos/PR)

Em mais uma edição em que ataca o ex-presidente Lula na capa, a Veja abriu suas páginas amarelas para o secretário de Comunicação de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, se defenda do esquema de corrupção montado no Planalto para favorecer os clientes da sua empresa – a FW Comunicação -, como as redes Record e Bandeirantes.

Na entrevista à revista – na mesma edição em que a Veja diz em editorial que Lula “aprisionou a esquerda”, em mais um de seus trocadilhos infames -, Wajngarten volta a dizer que “não enxerga” conflito de interesses nas denúncias divulgadas pela Folha de S.Paulo, que se tornaram alvo de investigação do Ministério Público e da Polícia Federal.

“Eu ainda não enxergo. E eu explico o porquê. Os contratos dos dois lados foram assinados muito antes da minha chegada. Nenhum desses contratos teve reajuste de preços ou majoração de valor. Esse é o coração de quão mentirosa é a acusação”, afirmou.

Declarando “lealdade” a Jair Bolsonaro, o secretário diz que não tem provas, mas convicção de que é perseguido por ser um “questionador dos dados do Ibope”.

“Sou um questionador dos dados do Ibope. Sempre fui. Na verdade, sou sinônimo de contraponto ao status quo publicitário, que eram Globo e Ibope. Eu sempre pus em xeque alguns dados e sempre fui muito inovador. Então, quando você tem um cara que está sempre desafiando, que está sempre inovando, que cria relatórios reais de merchandising, que dá o resultado mais rápido e mais barato… você ameaça o concorrente. Não tenho provas, mas desconfio que a origem de tudo vem daí”.

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