Raphael Silva Fagundes

26 de setembro de 2019, 13h56

“I love you”: O capachismo de Bolsonaro pode reeleger Trump em 2020

Raphael Fagundes: “A política protecionista de Trump envolve uma revitalização do imperialismo norte-americano na América Latina, expandindo sua área de influência econômica na região e enfraquecendo os investidores chineses”

Foto: Alan Santos/PR

A relação entre o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o presidente estadunidense, Donald Trump, pode ajudar a reeleição deste último no pleito presidencial do ano que vem.

Talvez a eleição de Bolsonaro esteja ligada diretamente a esse projeto. Vale a especulação! O que é fato é que o capachismo que Bolsonaro apresenta em relação a Trump agrada, e muito, aos investidores norte-americanos.

Com a promessa de privatizações do ministro Paulo Guedes de diversas empresas do setor público, a cobiça do empresariado yanke foi estimulada e tudo indica que devido ao relacionamento amoroso, que adquire um formato bizarramente conjugal, entre os líderes de ambas as nações, tais capitalistas tenham um certo privilégio no negócio.

A política protecionista de Trump envolve uma revitalização do imperialismo norte-americano na América Latina, expandindo sua área de influência econômica na região e enfraquecendo os investidores chineses. O cenário da Guerra Fria é resgatado pelo governo brasileiro não apenas em termos ideológicos, mas, também, em termos econômicos. Seria até mesmo leviano de nossa parte não observar que são as aspirações econômicas que condicionam os mecanismos ideológicos. Uma questão básica ensinada por Karl Marx.

O fato é que se o pedido de impeachment contra Trump não vingar (e tudo indica que não irá) há uma grande possibilidade de o magnata receber apoio do mercado financeiro do seu país (setor de maior influência nas eleições), ávido pelas riquezas brasileiras que estão em leilão.

A ideia de que tudo isso pode ser apenas conspiração é alimentada pela teoria que defende a existência de uma economia liberal, na qual o mercado não interfere na política e vice-versa. Contudo, não é preciso fazer muito esforço para perceber que todo esse discurso não passa de uma verborragia, de um nefelibatismo comprovado pelos rumos que a economia mundial vem tomando nos últimos anos, principalmente pelos estadunidenses.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.

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