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28 de maio de 2019, 07h57

Com inquéritos parados no STF, defesa de Aécio Neves quer encerrar investigações

De nove investigações na corte, apenas uma transformou Aécio em réu. Principal articulador do golpe parlamentar que resultou na queda de Dilma Rousseff da Presidência - após não aceitar os resultados das eleições de 2014 -, tucano tem postura discreta na Câmara

Aécio Neves (Agência Câmara)
Reportagem de José Marques, na edição desta terça-feira (28) da Folha de S.Paulo, revela que das nove investigações abertas em 2016 e 2017 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o deputado Aécio Neves (PSDB/MG) apenas uma delas resultou em denúncia e o transformou em réu. A maior parte dos inquéritos seguem inconclusos, abrindo espaço para a defesa argumentar que os procedimentos têm que ser arquivados ou enviados à Justiça Eleitoral. Aécio, ex-senador e ex-governador de Minas Gerais, foi alvo de ao menos nove investigações oriundas das delações da Odebrecht, da JBS e do ex-senador Delcidio do Amaral. O único inquérito...

Reportagem de José Marques, na edição desta terça-feira (28) da Folha de S.Paulo, revela que das nove investigações abertas em 2016 e 2017 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o deputado Aécio Neves (PSDB/MG) apenas uma delas resultou em denúncia e o transformou em réu. A maior parte dos inquéritos seguem inconclusos, abrindo espaço para a defesa argumentar que os procedimentos têm que ser arquivados ou enviados à Justiça Eleitoral.

Aécio, ex-senador e ex-governador de Minas Gerais, foi alvo de ao menos nove investigações oriundas das delações da Odebrecht, da JBS e do ex-senador Delcidio do Amaral. O único inquérito em que ele é considerado réu é relacionado ao episódio em que solicitou R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista (JBS).

Uma outra dessas nove investigações, sobre suposta interferência nas investigações do mensalão tucano, foi arquivada pelo ministro Gilmar Mendes (STF) a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

O argumento da defesa do tucano, comandada pelo criminalista Alberto Toron, é que as investigações são relacionadas a fatos eleitorais e que não há provas de que Aécio cometeu irregularidades. Um dos casos já foi enviado para o juízo eleitoral de Minas Gerais, ano passado, e apura suspeita de caixa dois em 2010

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Principal articulador do golpe parlamentar que resultou na queda de Dilma Rousseff (PT) da Presidência – após não aceitar os resultados das eleições de 2014 – Aécio tem tido uma postura discreta na Câmara dos Deputados.

Leia a reportagem na íntegra

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