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29 de setembro de 2017, 19h46

Com medo de perder clientes, Santander ignora MP e mantém censura à Queermuseu

Braço cultural do banco se recusou a reabrir a mostra, conforme recomendado pelo Ministério Público Federal. Exposição, fechada depois da pressão de conservadores, agora deve ser exibida no Rio de Janeiro Por Redação O Santander Cultural, empresa ligada à área de cultura do banco Santander, decidiu ignorar a recomendação do Ministério Público Federal de reabrir a mostra Queermuseu em Porto Alegre (RS). Em nota sucinta divulgada nesta sexta-feira (29), a empresa informou que a exposição está encerrada, sendo que sua data prevista para o término, antes de ser censurada, era somente em outubro. “A mostra Queermuseu – Cartografias da Diferenças...

Braço cultural do banco se recusou a reabrir a mostra, conforme recomendado pelo Ministério Público Federal. Exposição, fechada depois da pressão de conservadores, agora deve ser exibida no Rio de Janeiro

Por Redação

O Santander Cultural, empresa ligada à área de cultura do banco Santander, decidiu ignorar a recomendação do Ministério Público Federal de reabrir a mostra Queermuseu em Porto Alegre (RS). Em nota sucinta divulgada nesta sexta-feira (29), a empresa informou que a exposição está encerrada, sendo que sua data prevista para o término, antes de ser censurada, era somente em outubro.

“A mostra Queermuseu – Cartografias da Diferenças da Arte teve sua exibição finalizada no Centro Cultural de Porto Alegre, de cunho privado, no dia 10.9.17 e não será reaberta conforme comunicado do mesmo dia”, diz a nota.

Na recomendação feita pelo MPF nesta quinta-feira (28),o procurador da República Fabiano de Moraes disse que o precedente do fechamento de uma exposição artística “causa um efeito deletério a toda liberdade de expressão artística, trazendo a memória situações perigosas da história da humanidade, como os episódios de destruição de obras na Alemanha durante o período de governo nazista”.

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A exposição foi censurada em 10 de setembro após pressão de grupos de direita, entre eles o Movimento Brasil Livre (MBL), que acusaram a mostra de conter obras de arte que conteriam blasfêmia religiosa e que incentivavam à pedofilia – fazendo um trabalho de “críticos” de arte que não cabe a eles e tirando obras que tratam de gênero e sexualidade de seu contexto.

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