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05 de julho de 2019, 12h36

Comissão da reforma da previdência garante isenção de R$ 80 bilhões para ruralistas

Após rejeitar aliviar regras de aposentadoria para professores e policiais, comissão especial da reforma da Previdência aprovou isenção fiscal para o agronegócio

Foto: Lula Marques/PT na Câmara
Após rejeitar inúmeros destaques que buscavam beneficiar categorias trabalhistas, como policiais e professores, a comissão especial da reforma da Previdência aprovou mudança no texto que beneficia o agronegócio com isenção sobre produção agrícola exportada. O texto base da reforma da Previdência retirava o benefício vigente que isenta a exportação da produção rural de contribuições tributárias. Com a resistência da bancada ruralista, um destaque, por 23 a 19, derrubou a mudança e manteve o privilégio. Deputados de oposição criticaram a medida. Alessandro Molon (PSB-RJ) disse ser contraditório a base do governo defender um ajuste fiscal e, ao mesmo tempo, apoiar uma medida que...

Após rejeitar inúmeros destaques que buscavam beneficiar categorias trabalhistas, como policiais e professores, a comissão especial da reforma da Previdência aprovou mudança no texto que beneficia o agronegócio com isenção sobre produção agrícola exportada.

O texto base da reforma da Previdência retirava o benefício vigente que isenta a exportação da produção rural de contribuições tributárias. Com a resistência da bancada ruralista, um destaque, por 23 a 19, derrubou a mudança e manteve o privilégio.

Deputados de oposição criticaram a medida. Alessandro Molon (PSB-RJ) disse ser contraditório a base do governo defender um ajuste fiscal e, ao mesmo tempo, apoiar uma medida que reduz a arrecadação. “É uma tentativa de perdão fiscal para os de cima depois de impor tanto sofrimento para os de baixo”, disse.

Esse destaque foi aprovado após a rejeição de mais de 100, como os que buscavam aliviar regras para professores e agentes de segurança pública. A derrota dos destaques gerou revolta e policiais acusaram Bolsonaro e o PSL de traição.

Veja também:  Lindbergh crítica "esquerda frouxa" na defesa da Previdência

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