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04 de julho de 2019, 19h16

Comitiva de direitos humanos visita lideranças sociais presas em Franco da Rocha

“As companheiras Ednalva, Preta e Angélica, a nossa Chaveirinho, são presas políticas, foram colocadas num processo absolutamente montado, uma perseguição política já anunciada pelo governador Doria, quando ele era candidato”, disse Julian Rodrigues

Foto: Reprodução
Um grupo formado por integrantes do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), que contou com a participação da vereadora Juliana Cardoso (PT-SP), além de ativistas do movimento social, esteve, nesta quinta-feira (4), em visita às lideranças sociais que lutam em defesa da moradia, que foram presas no final de junho. “Estamos aqui no Centro de Detenção Provisória Feminino de Franco da Rocha, em São Paulo. As companheiras Ednalva, Preta e Angélica, a nossa Chaveirinho, são presas políticas, foram colocadas num processo absolutamente montado, uma perseguição política já anunciada pelo governador Doria, quando ele...

Um grupo formado por integrantes do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), que contou com a participação da vereadora Juliana Cardoso (PT-SP), além de ativistas do movimento social, esteve, nesta quinta-feira (4), em visita às lideranças sociais que lutam em defesa da moradia, que foram presas no final de junho.

“Estamos aqui no Centro de Detenção Provisória Feminino de Franco da Rocha, em São Paulo. As companheiras Ednalva, Preta e Angélica, a nossa Chaveirinho, são presas políticas, foram colocadas num processo absolutamente montado, uma perseguição política já anunciada pelo governador Doria, quando ele era candidato. Elas não são mais do que lutadoras do povo, lutadoras pelo direito de moradia. São mulheres perseguidas, mulheres pobres, mulheres negras que estão sendo perseguidas porque elas fazem a luta”, disse Julian Rodrigues, jornalista e integrante do MNDH.

“As prisões são ilegais e a polícia paulista não apresentou nenhuma prova de que eles estivessem coagindo ou ameaçando testemunhas para justificar as prisões cautelares. O Deic também não apresentou provas de extorsão e muito menos de associação criminosa, já que os detidos integram movimentos diferentes”, declarou Ariel de Castro Alves, advogado e conselheiro do Condepe.

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“Então, nós, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, com todas as redes de direitos humanos de São Paulo, com todos os partidos progressistas, não vamos parar nossa luta enquanto a gente não libertar a Ednalva, a Preta e a Chaveirinho. Elas são as primeiras vítimas do novo governo Doria, do estado de exceção, de perseguição aos movimentos”, finalizou Julian.

Mensagem

Ednalva Franco, uma das líderes que está presa, enviou uma mensagem a quem a está apoiando: “Gostaria de agradecer todos os políticos, advogados, militantes, amigos, petistas, cantoras, artistas em geral. Vocês nos representam e nos fortalecem. Logo estaremos juntos para continuar nossa luta por Justiça. Todos que lutaram um dia passaram por aqui – e nós estamos na esperança de que tudo vai dar certo e está no controle de Deus. Amamos todos”.

Assistam ao depoimento de Julian Rodrigues:

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