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29 de março de 2018, 14h02

Companheira de Marielle diz que Pezão tem as mãos sujas de sangue até solução do crime

Monica Benício e o governador se encontraram em evento que marcou a reabertura da Biblioteca Parque de Manguinhos, que agora leva o nome da socióloga e vereadora

“Haverá sangue nas mãos do governador até que a Polícia Civil resolva a morte da vereadora”. A afirmação é de Monica Tereza Benício, companheira da socióloga Marielle Franco. Segundo Bruno Alfano e Caio Barretto Briso, de O Globo, ambos se encontraram durante evento que marcou a reabertura da Biblioteca Parque de Manguinhos, que foi rebatizada com o nome da vereadora. “O estado não faz mais do que sua obrigação reabrir (a Biblioteca Parque) porque é dever dele dar cultura para os povos favelados”, criticou Monica. Quando Luiz Fernando Pezão pegou o microfone para discursar foi recebido com vaias. “Retorno triste por...

“Haverá sangue nas mãos do governador até que a Polícia Civil resolva a morte da vereadora”. A afirmação é de Monica Tereza Benício, companheira da socióloga Marielle Franco. Segundo Bruno Alfano e Caio Barretto Briso, de O Globo, ambos se encontraram durante evento que marcou a reabertura da Biblioteca Parque de Manguinhos, que foi rebatizada com o nome da vereadora. “O estado não faz mais do que sua obrigação reabrir (a Biblioteca Parque) porque é dever dele dar cultura para os povos favelados”, criticou Monica.

Quando Luiz Fernando Pezão pegou o microfone para discursar foi recebido com vaias. “Retorno triste por esses dias que ficaram fechados”, disse o governador, logo corrigido pelas pessoas: “Foi mais de um ano. Não foram dias, não”, gritou alguém. Os pais de Marielle, Marinete da Silva e Antônio Francisco da Silva, participaram da solenidade que homenageou a filha. Marinete discursou.

“Tenho muita indignação. Foi um ato covarde! (Marielle) começou na política como filha como mulher, como mãe e com tudo o que ela pregava e acreditava em seus projetos sociais. É uma tristeza profunda! Não vou nem falar da Marielle como política, vou falar como filha. Quando a Marielle entrou na política diretamente, antes de trabalhar com o Marcelo (Freixo, deputado estadual pelo PSOL), eu temia muito, não por ela, mas mais pelo Marcelo. Eu não queria. Mas ela era teimosa, objetiva, era forte. Ela não ia mudar em nada. Ela se envolveu em muitos projetos, mas eu nunca imaginei que ela fosse chegar tão longe. Era uma mulher vibrante, amorosa, era uma mãe boa e filha também. E a covardia que fizeram com a minha filha não tem tamanho! É inadmissível por que Marielle não tinha motivo para isso. Ela sempre se envolveu em projetos sociais variados. Desde criança. Não tenho nem o que falar. Só agradecer”, destacou.

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