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15 de outubro de 2019, 18h34

Barão de Itararé repudia ataques de Ciro Gomes a jornalistas

"Ao atacar os jornalistas, Ciro tenta, quem sabe, se mostrar útil à direita midiática que não suporta as poucas vozes dissonantes na internet", diz o instituto formado por veículos da mídia alternativa

Foto: Reprodução

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé publicou uma nota nesta terça-feira (15) em que repudia as declarações feitas pelo ex-ministro Ciro Gomes, terceiro colocado nas eleições de 2018, contra os jornalistas Kiko Nogueira, do DCM, e Paulo Moreira Leite, do Brasil 247. Na segunda-feira, a FENAJ havia soltado uma nota também criticando a postura de Ciro, que chamou os profissionais de corruptos.

Segundo o Barão de Itararé, Ciro ultrapassou uma nova fronteira ao proferir tais ataques. “Agrediu de forma covarde e mentirosa os jornalistas Kiko Nogueira e Paulo Moreira Leite. Kiko e Moreira Leite passaram pela mídia corporativa, com carreiras respeitáveis e vitoriosas, e nos últimos anos dedicaram-se ao combate da informação em destacados veículos da mídia progressista (DCM e Brasil 247). Ao atacar os jornalistas, Ciro tenta, quem sabe, se mostrar útil à direita midiática que não suporta as poucas vozes dissonantes na internet”, diz trecho da nota.

O instituto lembra que Ciro integra um partido do campo progressista, o PDT, mas “parece cada vez mais prisioneiro da estratégia que traçou para si mesmo, desde o segundo turno da eleição de 2018, quando se refugiou em Paris evitando enfrentar a candidatura neofascista”.

“Acredita, talvez, que ocupará assim o espaço, entre o centro e a direita, deixado vazio pelo desmoronamento do PSDB. O mais provável, no entanto, é que tenha o mesmo fim de outras lideranças que tentaram esse caminho: perderam o respeito à esquerda, sem ganhar o apoio pretendido à direita”, avalia ainda o Barão de Itararé.

Confira a nota completa.

Barão de Itararé repudia ataque a Kiko Nogueira e Paulo Moreira Leite

Com o país conflagrado entre a extrema-direita e o bloco democrático de centro-esquerda, Ciro Gomes escolheu o oportunismo.

Filiado a um partido que integra o campo progressista, o PDT, Ciro parece cada vez mais prisioneiro da estratégia que traçou para si mesmo, desde o segundo turno da eleição de 2018, quando se refugiou em Paris evitando enfrentar a candidatura neofascista.

Acredita, talvez, que ocupará assim o espaço, entre o centro e a direita, deixado vazio pelo desmoronamento do PSDB.

O mais provável, no entanto, é que tenha o mesmo fim de outras lideranças que tentaram esse caminho: perderam o respeito à esquerda, sem ganhar o apoio pretendido à direita.

Se fosse só isso, caberia a quem está do lado de cá apenas lamentar a estratégia suicida.

Mas Ciro agora ultrapassou outra fronteira. Agrediu de forma covarde e mentirosa os jornalistas Kiko Nogueira e Paulo Moreira Leite.

Kiko e Moreira Leite passaram pela mídia corporativa, com carreiras respeitáveis e vitoriosas, e nos últimos anos dedicaram-se ao combate da informação em destacados veículos da mídia progressista (DCM e Brasil 247). Ao atacar os jornalistas, Ciro tenta, quem sabe, se mostrar útil à direita midiática que não suporta as poucas vozes dissonantes na internet.

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé manifesta solidariedade aos dois e repudia os lamentáveis ataques de Ciro Gomes.


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