Entrevista exclusiva com Lula
30 de agosto de 2019, 11h06

Facebook admite que foi incapaz de impedir disseminação de fake news contra Marielle nas eleições 2018

Empresa também não tinha conhecimento a respeito das ações de apoiadores de Bolsonaro até ser avisada por jornalistas e, mesmo assim, não conseguiu determinar o quanto foram difundidas

Marielle Franco (Foto: Reprodução/Instagram)

O Facebook, após análise interna, admitiu que foi incapaz de impedir a ação de uma rede de contas no Brasil que espalhou fake news sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL), depois do seu assassinato.

O crime brutal mobilizou a opinião pública brasileira às vésperas da eleição presidencial.

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Uma das notícias falsas espalhadas nas redes que mais viralizou apontava que Marielle era “ex-esposa de Marcinho VP”, comandante do tráfico na zona sul do Rio de Janeiro. Além disso, disseram que ela era “usuária de maconha” e “defensora de facção rival e eleita pelo Comando Vermelho”.

A empresa demorou quatro meses para desbaratar a rede e descobriu, ainda, que um grupo de apoiadores de Jair Bolsonaro, então candidato à presidência da República, encorajou seus seguidores no Facebook a utilizar um aplicativo que habilitava o grupo a fazer publicações em seu nome duas vezes ao dia.

O Facebook não tinha conhecimento a respeito dessas ações até ser avisado por jornalistas e, mesmo assim, não conseguiu determinar o quanto foram difundidas.

 


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