Entrevista exclusiva com Lula
12 de janeiro de 2018, 16h13

Facebook vai dar menos espaço a conteúdos jornalísticos e vídeos

A medida, que deve entrar em vigor já nas próximas semanas, é aumentar o total de conteúdo com "interação significativa" que as pessoas consomem na rede social com 2 bilhões de usuários, ou seja, o conteúdo feito por amigos e familiares

De acordo com a empresa, o objetivo da medida, que deve entrar em vigor já nas próximas semanas, é aumentar o total de conteúdo com “interação significativa” que as pessoas consomem na rede social com 2 bilhões de usuários, ou seja, o conteúdo feito por amigos e familiares

Da Redação*

Empresas jornalísticas e vídeos virais terão menos espaço no Facebook a partir das próximas semanas. O anúncio foi feito por Mark Zuckerberg, o presidente-executivo da empresa. Esta é a alteração mais significativa em anos do feed de notícias (página inicial do usuário) da rede.

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O objetivo, segundo Zuckerberg, é aumentar o total de conteúdo com “interação significativa” que as pessoas consomem na rede social com 2 bilhões de usuários, ou seja, o conteúdo feito por amigos e familiares.

A ideia, de acordo com o executivo, é reduzir o que ele chama de “conteúdo passivo”: vídeos e artigos que exigem apenas que o usuário assista ou leia.

“Queremos garantir que nossos produtos não são apenas divertidos mas também bons para as pessoas”, disse Zuckerberg. “Precisamos mudar o foco do sistema.”

Em outubro, a empresa havia iniciado um teste em seis países (como Eslováquia e Bolívia) tirando as páginas de mídia e outras do feed de notícias. Na ocasião, Adam Mosseri, diretor mundial do feed de notícias, disse que o Facebook não planejava realizar globalmente a mudança.

Estudo do site eslovaco “Denník N” mostrou que a mudança atingiu mais o jornalismo profissional do que os sites de “fake news”.

De outubro a dezembro, as interações (likes, comentários e compartilhamentos) nas páginas das 50 maiores empresas de mídia do país caíram 52%. Já as interações dos “sites e páginas de desinformação”, que produzem notícia falsa para obter tráfego e publicidade, caíram 27%.

Com as mudanças anunciadas pelo Facebook nesta quinta-feira (11), as “fake news” podem continuar a se espalhar: se um parente ou amigo publica um link de um artigo que é bastante comentado, esse post vai receber destaque no feed do usuário.

O objetivo final da alteração é algo que é difícil de ser medido e de ser obtido: o Facebook quer que as pessoas se sintam bem depois de usar a rede social.

“Quando as pessoas estão se envolvendo com gente de quem são próximas, isso é mais significativo, mais gratificante”, disse David Ginsberg, diretor de pesquisa do Facebook. “É positivo para o seu bem-estar.”

A empresa, avaliada em US$ 550 bilhões, tem sido nos últimos meses alvo de críticas pelo que ela mostra para os usuários e se eles estariam sendo influenciados negativamente por esse conteúdo.

Uma das questões é se os seus algoritmos não podem ter sido influenciados por conteúdo criado por operadores russos, favorecendo a eleição de Donald Trump em 2016.

*Com informações do New York Times


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