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18 de janeiro de 2020, 07h36

Fala nazista de secretário é “o que Bolsonaro já repetiu inúmeras vezes, mesmo antes da eleição”, diz Estadão em editorial

Após citar vários malfeitos de ministros e assessores, o jornal da família Mesquita diz que Bolsonaro se comporta como um tiozão no churrasco, fazendo piadas entre amigos

Bolsonaro durante churrasco em sua casa no condomínio Vivendas da Barra, no Rio, em dezembro de 2018 (Reprodução)

Um dos principais veículos que serviram de linha auxiliar ao golpe parlamentar que possibilitou a ascensão e a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro, o jornal O Estado de S.Paulo confessou, em editorial publicado neste sábado (18), que sabia da inclinação nazista do presidente mesmo antes de ele ser eleito.

Como de praxe, poupando a política neoliberal conduzida por Paulo Guedes em meio a uma enxurrada de críticas, o Estadão cita o discurso nazista de Roberto Alvim, demitido da Secretaria Especial de Cultura, para dizer que é o mesmo discurso de Bolsonaro “há muito tempo”.

“O assessor que se inspirou em Goebbels para anunciar o “renascimento da cultura nacional” só foi exonerado porque houve uma grita generalizada diante de tamanho absurdo. Noves fora o plágio nazista, o conteúdo da fala que custou o cargo ao tal secretário é essencialmente o que Bolsonaro já disse e repetiu inúmeras vezes, mesmo antes da eleição. Portanto, ninguém pode se dizer surpreendido, nem mesmo os eleitores mais ingênuos. Bolsonaro é Bolsonaro há muito tempo”, declara o jornal, porta-voz dos banqueiros e do empresariado paulista.

Segundo o Estadão, não causa surpresa o derretimento acelerado da popularidade de Bolsonaro, citando pesquisa XP/Ipespe – focada no empresariado e em agentes do sistema financeiro – que mostra queda de 23 pontos porcentuais na expectativa postiva do governo e 39% de rejeição.

Após citar vários malfeitos de ministros e assessores, o jornal da família Mesquita diz que Bolsonaro se comporta como um tiozão no churrasco, fazendo piadas entre amigos.

“Num dia, o ministro da Educação aparece num vídeo dançando com um guarda-chuva, numa imitação circense do filme Dançando na Chuva, para acusar seus críticos de difundirem fake news; noutro, o secretário da Cultura toma emprestado trechos de um discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista, para anunciar o advento de uma cultura “nacional” financiada pelo Estado, causando horror e estupefação no País e fora dele. Entre um e outro desses momentos nada edificantes de seus assessores, o próprio presidente Bolsonaro achou tempo e oportunidade para fazer piadas de mau gosto sobre um vasto cardápio de temas grosseiros, como se estivesse em um churrasco com amigos”, diz o texto do jornal, sem uma mea culpa por ter ajudado a eleger quem hoje se encontra na Presidência da República.

Leia o editorial do Estadão na íntegra

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