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13 de outubro de 2019, 21h20

Federação Nacional de Jornalistas repudia declarações de Ciro Gomes

"Ao vincular de forma injustificada os jornalistas a “práticas corruptas” e “picaretagem”, Ciro expressa de fato é a vontade de calar o trabalho jornalístico", avalia a FENAJ

Ciro Gomes. Foto: Murilo Silva/CAPOL

A Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) emitiram uma nota na noite deste domingo em que condena os ataques do ex-ministro Ciro Gomes aos jornalistas Paulo Moreira Leite, do Brasil 247, e Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo.

“Numa sociedade democrática, qualquer cidadão tem o direito de criticar a imprensa e de se posicionar em relação a reportagens ou à linha editorial de veículos de comunicação. O que Ciro Gomes faz, em entrevista divulgada neste domingo (13), porém, é partir para agressões verbais sem fundamento e para acusações sem provas. Passa, assim, a atacar a liberdade de imprensa e a prática do jornalismo”, diz trecho da nota.

A nota ainda destaca que “Nogueira nunca trabalhou na revista Época, nem Paulo Moreira Leite foi demitido da Editora Abril, diferentemente do que disse Ciro Gomes”. “Ao vincular de forma injustificada os jornalistas a “práticas corruptas” e “picaretagem”, Ciro expressa de fato é a vontade de calar o trabalho jornalístico”, avalia.

DCM e o Brasil 247 afirmaram que irão processar o candidato presidencial do PDT nas eleições de 2018 por calúnia.

Confira a íntegra da nota:

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiam os ataques do ex-candidato à Presidência Ciro Gomes aos jornalistas Paulo Moreira Leite e Kiko Nogueira.

Numa sociedade democrática, qualquer cidadão tem o direito de criticar a imprensa e de se posicionar em relação a reportagens ou à linha editorial de veículos de comunicação. O que Ciro Gomes faz, em entrevista divulgada neste domingo (13), porém, é partir para agressões verbais sem fundamento e para acusações sem provas. Passa, assim, a atacar a liberdade de imprensa e a prática do jornalismo.

Kiko Nogueira nunca trabalhou na revista Época, nem Paulo Moreira Leite foi demitido da Editora Abril, diferentemente do que disse Ciro Gomes. Ao vincular de forma injustificada os jornalistas a “práticas corruptas” e “picaretagem”, Ciro expressa de fato é a vontade de calar o trabalho jornalístico.

Neste momento da vida nacional, em que a liberdade de imprensa está sob forte ameaça – e cuja defesa esteve na base de recente ato público que reuniu mais de 1.200 pessoas na Faculdade de Direito da USP, tendo o SJSP e a Fenaj entre os promotores –, condenamos mais uma agressão descabida contra o jornalismo e ressaltamos a importância da atividade jornalística como pilar de qualquer sociedade democrática.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo

Federação Nacional dos Jornalistas

São Paulo, 13 de outubro de 2019


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