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24 de julho de 2018, 16h22

Gleisi Hoffmann: “Compromisso contra fake news não passa de mais uma fake news”

Em artigo, senadora explicou o motivo pelo qual o PT não subscreveu um acordo do presidente do TSE, ministro Luiz Fux, com os partidos, contra a disseminação de fake news. "A imprensa dos poderosos vem manipulando o conceito de 'fake news para calar e constranger a imprensa independente"

Foto: Arquivo/Partido dos Trabalhadores

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, divulgou nesta terça-feira (24) um artigo em que explica o motivo pelo qual o PT foi o único dos grandes partidos que não subscreveu um documento elaborado pelo atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, com as legendas partidárias, contra a disseminação de fake news na internet.

De acordo com Gleisi, o compromisso que o Judiciário e a mídia tradicional vêm, recentemente, encampando contra as chamadas fake news não passa de “mais uma fake news”.

“A imprensa dos poderosos vem manipulando o conceito de ‘fake news’, em cumplicidade com os administradores das grandes redes sociais, para calar e constranger a imprensa independente. Foi o que se viu no episódio do rosário entregue por um representante do Papa Francisco ao presidente Lula”, explicou a Senadora, que lembrou ainda que o PT sempre foi alvo de notícias falsas e, mesmo com a previsão em Constituição, estaria tendo direitos de resposta negados.

“Diante de notícias falsas, qualquer que seja sua origem, a Constituição e a lei preveem o direito de resposta, que deve ser garantido pelo Judiciário. Mas esse direito tem sido negado ao PT, também de forma sistemática, principalmente quando a mentira e a ofensa partem das Organizações Globo. Setores do Judiciário brasileiro, no entanto, têm se especializado em censurar e coagir a imprensa independente”.

Confira, abaixo, a íntegra do artigo.

Luiz Fux, fake news e imprensa independente

A grande mídia noticiou com certo espanto que após um mês e meio depois de o ministro Luiz Fux, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), elaborar um acordo com os partidos contra a disseminação de notícias falsas na internet – as chamadas fake news -, o PT é a única grande sigla que ainda não subscreveu o documento. Não subscreveu, nem subscreverá, por razões muito objetivas.

O PT é o partido que mais se empenha no combate às notícias falsas, porque é alvo de mentiras na imprensa desde a sua fundação em 1980 e, depois, de forma sistemática, no submundo das redes.

Diante de notícias falsas, qualquer que seja sua origem, a Constituição e a lei preveem o direito de resposta, que deve ser garantido pelo Judiciário. Mas esse direito tem sido negado ao PT, também de forma sistemática, principalmente quando a mentira e a ofensa partem das Organizações Globo.

Setores do Judiciário brasileiro, no entanto, têm se especializado em censurar e coagir a imprensa independente, como se vê, para citar apenas um exemplo, nas decisões autoritárias contra o Blog do jornalista Marcelo Auler, impedido de divulgar informações sobre desmandos policiais na Lava Jato.

No mesmo sentido, a imprensa dos poderosos vem manipulando o conceito de “fake news”, em cumplicidade com os administradores das grandes redes sociais, para calar e constranger a imprensa independente. Foi o que se viu no episódio do rosário entregue por um representante do Papa Francisco ao presidente Lula.

O compromisso do PT é com a verdade e com a livre circulação de informações. Demonstramos isso na prática, sem necessidade de assinar compromissos vazios, que possam, no futuro, vir a validar ações arbitrárias contra quem quer que seja.

Da forma como foi proposto pelo presidente do TSE em final de mandato, Luiz Fux, o compromisso contra fake news não passa de mais uma fake news. E não será endossado pelo PT.

Da Justiça, inclusive da Justiça Eleitoral, o que se espera é que faça cumprir a lei, punindo quem espalha mentiras, com os instrumentos que a lei já dispõe, e garantindo o direito de resposta e a livre circulação da verdade, seja na imprensa tradicional seja nos meios digitais.

 


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