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06 de dezembro de 2019, 18h38

IstoÉ assume relação com Doria e parte pra cima de Bolsonaro

Na semana em que Doria, virtual candidato à presidência em 2022, é alvo de críticas por conta do massacre da PM em Paraisópolis, Istoé poupa governador tucano e intensifica críticas aos "delírios" do governo de Jair Bolsonaro

Reprodução

A revista IstoÉ resolveu intensificar a crítica a Jair Bolsonaro e seu governo. Já há alguns meses que a publicação, notoriamente antipetista, passou a revesar suas matérias de ataques ao PT com reportagens negativas ao atual presidente. A capa da edição impressa que foi às bancas nesta sexta-feira (6), no entanto, vai além das denúncias de corrupção que envolvem o clã Bolsonaro e que estamparam outras capas recentes da revista. A reportagem desta semana constata – com quase um ano de atraso – o “delírio” do governo Bolsonaro e suas teorias bizarras, anti-história e anti-ciência.

“Desde o princípio do governo de Jair Bolsonaro, os brasileiros — e o mundo — assistem a um aparelhamento ideológico descontrolado tanto no núcleo como nas periferias do poder. A República foi tomada por algumas figuras lunáticas que se dedicam a pregações apocalípticas e insanas, como se o papel central de um governo fosse reescrever a história e negar o senso comum, em vez de prover condições ao desenvolvimento e a prosperidade de seus cidadãos”, escreveu o jornalista André Vargas na matéria principal da edição.

A chamada de capa é “A vez da ignorância”, e traz em destaque declarações estapafúrdias de Bolsonaro e membros do governo, como as de Sérgio Camargo, novo presidente da Fundação Palmares, que pregou o fim da “negrada militante”, e de Dante Mantovani, presidente da Funarte, que afirmou que o rock leva ao satanismo e ao aborto.

A revista divulgou também um editorial intitulado “Na base da ignorância”, que trata das mesmas sandices do governo.

A intensificação da crítica da IstoÉ ao governo Bolsonaro vem, coincidentemente, na mesma semana em que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), é alvo de duras críticas por conta da ação da PM em Paraisópolis que resultou na morte de nove jovens. A publicação tem poupado o governador tucano – tido como candidato à presidência em 2022, contra Bolsonaro – de críticas.


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