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17 de janeiro de 2020, 21h27

JN, da Globo, diz que o controle da cultura promoveu o nazismo e o “nacionalismo exacerbado”

O Jornal Nacional ainda mostrou que o presidente Jair Bolsonaro endossou projeto polêmico de Rodrigo Alvim para a cultura

Foto: Reprodução

O Jornal Nacional, da TV Globo, deu grande destaque nesta sexta-feira (17) à polêmica envolvendo o vídeo nazista do ex-secretário Especial de Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim. A emissora descreveu quem era Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler, usado como inspiração por Alvim, e o papel que ele teve na disseminação do nazifascismo e do “nacionalismo exacerbado”.

Em três matérias que ocuparam cerca de 20 minutos, o telejornal exibiu a fala dita pelo ex-secretário e a “original” de Goebbels, mostrou a semelhança estética dos dois vídeos e ainda comparou os projetos para a cultura – destacando que Bolsonaro endossou o polêmico “prêmio” lançado por Alvim durante a fala com elementos nazistas.

A emissora destacou ainda que a frase original de Goebbels – caracterizado pela âncora Renata Vasconcellos como “uma das figuras mais monstruosas do regime nazista” – foi usada para intimidar diretores de teatro e foi dita dois dias antes de uma grande queima de livros, considerada o auge da perseguição nazista na Alemanha. Segundo a reportagem, o objetivo do ministro ao controlar a cultura era aumentar a influência do nazismo e do nacionalismo exacerbado.

O telejornal entrevistou ainda a antropóloga Lilia Schwarcz e o historiador Antonio José Barbosa, que comentaram sobre a importância da cultura para a libertação dos povos. “Goebbels também partia da ideia de que precisava iniciar a cultura do zero. Ele [o ex-secretário] também reproduz toda a retórica de Goebbels”, disse Schwarcz.

O JN ainda destacou que o presidente Jair Bolsonaro estava de acordo com o programa “Prêmio para a Cultura” e com a defesa de uma arte “heroica e nacionalista”. “Depois de décadas temos um secretário de Cultura de verdade. Cultura de verdade no Brasil. Coisa que não tínhamos, tinha a ideia de fazer cultura para uma minoria”, diz Bolsonaro em trecho exibido pelo Jornal Nacional.

Fundação Palmares

A polêmica envolvendo a Fundação Palmares e Sérgio Camargo também foi mencionada pela Globo. “A gestão brevíssima de Alvim durou dez semanas e rendeu muita controvérsia”, disse o apresentador William Bonner, ao comentar sobre o presidente indicado por Alvim para a fundação. Por decisão judicial, Camargo foi impedido de assumir o posto após dizer que a escravidão foi positiva para o povo negro.


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