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06 de janeiro de 2020, 21h28

JN, da Globo, ignora fatos e reforça narrativa de “golpe” contra Guaidó

Segundo o Jornal Nacional, somente chavistas entraram na sessão que derrotou Guaidó e elegeu apenas representantes da oposição para a mesa diretora do Parlamento da Venezuela

Bolsonaro e Juan Guaidó,(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O Jornal Nacional, da TV Globo, desta segunda-feira (6) reproduziu a narrativa do ex-presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, Juan Guaidó, de que ele teria sofrido um golpe armado pelo presidente Nicolás Maduro. Segundo o JN, a derrota de Guaidó aconteceu “sem quórum” e apenas com integrantes do chavismo.

Reportagem da jornalista Delis Ortiz exibiu imagens de Guaidó tentando saltar a grade da AN e sendo impedido por militares como uma prova de que o deputado opositor não poderia entrar no parlamento pela porta da frente. A matéria ainda menciona que “apenas deputados chavistas” puderam adentrar na sessão, que não teria obtido quórum, sendo que a sessão elegeu uma mesa diretora formada apenas por integrantes do bloco de oposição ao governo Maduro.

Luis Eduardo Parra, novo presidente da Assembleia Nacional, obteve 81 votos dos 150 parlamentares que estavam presentes. No total, são 167 deputados e menos de 60 são chavistas.

Como foi mostrado em reportagem da Fórum, Guaidó não foi barrado e armou um cenário para posar de vítima e disfarçar a derrota que sofreu dentro do seu próprio setor. Sem votos necessários para se reeleger, ele teria tentado atrasar a votação e após ter seu plano principal frustrado, partiu para um plano B – o do falso impedimento.

Segundo a jornalista brasileira Fania Rodrigues, que mora na Venezuela e que estava presente na Assembleia Nacional neste domingo, Guaidó tentou adentrar na AN com 5 ex-parlamentares ligados à oposição que haviam sido cassados. Ao chegar à entrada, o deputado foi informado que seu ingresso estava permitido, mas não o dos convidados. A partir daí, o ex-presidente armou a confusão com a polícia.

O Jornal Nacional ainda mencionou um comunicado do Grupo de Lima que reconhece que Guaidó segue sendo presidente da AN e “presidente encarregado da Venezuela”. O deputado organizou uma sessão paralela na sede do diário El Nacional e se autoproclamou mais uma vez.


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