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18 de dezembro de 2019, 21h12

JN, da Globo, pega leve com Flávio Bolsonaro e enfatiza que esquema de rachadinhas é antigo

O Jornal Nacional também emendou a reportagem em uma matéria sobre a Lava Jato, utilizando-se do recurso dos dutos de dinheiro com fundo vermelho - em referência ao PT

Foto: Reprodução/TV Globo

O Jornal Nacional, da TV Globo, evitou dar grande destaque para as denúncias do Ministério Público contra o senador Flávio Bolsonaro (RJ) repercutidas nesta quarta-feira (18). O senador foi alvo de mandados de busca e apreensão por ter montado esquema de rachadinhas, prática ilegal de repasse de salário de assessores – isto é, um esquema de corrupção.

Na reportagem, que não durou mais do que 4 minutos, o telejornal enfatizou o fato de o caso investigado ter acontecido no período em que Flávio era deputado estadual, tentando desvincular o caso de corrupção da atuação do filho do presidente como senador. Os termos “ex-assessor” e “ex-mulher” (do presidente Jair Bolsonaro) também foram destacados pelo apresentador William Bonner ao se referir a Fabrício Queiroz e Ana Cristina Siqueira Valle, respectivamente.

O JN também exaltou a decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou o uso de dados do Coaf e da Receita Federal em investigações do MP.

Além disso, o telejornal emendou a matéria em uma sobre a Lava Jato, com os clássicos dutos de dinheiro com fundo vermelho. O uso dos dutos em matérias ligadas à Lava Jato e ao chamado “Petrolão” já é um recurso antigo do telejornal e o fundo vermelho busca relacionar as denúncias com o PT.

Entenda o caso

Na manhã desta quarta-feira, o Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu uma série de mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do ex-deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). No relatório do MP obtido pela revista Crusoé, Flávio aparece sendo apontado por crimes de lavagem e desvio de dinheiro.

Além disso, Flavio teria recebido repasses do policial militar Diego de Sodré de Castro Ambrósio, investigado por assediar moradores de Copacabana, no Rio de Janeiro, com “serviços de segurança privada”, através de sua esposa Fernanda Antunes Bolsonaro, dois assessores do então deputado estadual e uma loja que Flavio comanda. Foram feitos pagamentos em forma de boletos bancários, transferências e depósitos, que seriam oriundos da chamada “rachadinha”, uma prática ilegal de repasse de salário de assessores – isto é, um esquema de corrupção.

 


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