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16 de janeiro de 2020, 10h41

Jornal Nacional não menciona escândalo da Secom de Bolsonaro nem por um segundo

Mesmo com a Globo prejudicada pelos cortes de verba publicitária, o assunto não foi mencionado

O apresentador William Bonner - Foto: Reprodução/TV Globo

Mesmo com a empresa prejudicada pelos cortes de verba publicitária do  governo de Jair Bolsonaro (Sem Partido), o Jornal Nacional, da TV Globo, em sua edição desta quarta-feira (15), não mencionou em momento algum o escândalo envolvendo Fabio Wajngarten, o secretário de Comunicação de Jair Bolsonaro (Sem Partido).

Leia abaixo texto publicado originalmente no Brasil 247 sobre o assunto, do colunista Jeferson Miola:

No Jornal Nacional, Globo deu uma aula sobre o que é ser bolsonarista

Folha de São Paulo [15/1] denunciou que Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência [SECOM], é proprietário da empresa FW Comunicação e Marketing. Segundo a reportagem, através desta empresa Fabio “recebe dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro”.

É um caso enciclopédico de violação do código de ética do serviço público, de conflito de interesses e de improbidade administrativa. Em outros tempos que não os atuais, cinicamente denominados como de “normalidade institucional”, isso daria até cadeia.

A Folha “confirmou que a FW tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record [e a SBT], cujas participações na verba publicitária da Secom vêm crescendo” às custas da diminuição das verbas que a Globo recebia, que desabaram de 48,52% em 2017 para 16,38% do total em 2019.

Mas o escândalo, contudo, não cessa aí.

O chefe de Comunicação do Bolsonaro escolheu Samy Liberman para ser seu chefe-adjunto na Secretaria. Samy, por sua vez, é irmão de Fabio Liberman, que Fabio Wajngarten escolheu para ser o administrador da sua empresa, a FW Comunicação e Marketing. Ou seja, montaram uma maçaroca no gabinete ao lado do gabinete do Bolsonaro para operar negócios ilícitos.

É desnecessário descrever o que a Globo teria feito se ocorresse apenas uma milionésima parte desse escândalo impensável em algum governo petista.

Mesmo sendo prejudicada pela redução de 2/3 das verbas publicitárias por Bolsonaro, no Jornal Nacional desta quarta-feira [15/1] a Globo tratou o escândalo como um “não-acontecimento”. O assunto não foi mencionado nem por um milésimo de segundo.

Leia o texto completo no Brasil 247

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