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31 de outubro de 2019, 21h32

Jornal Nacional repercute críticas contra Eduardo Bolsonaro e retoma caso Marielle

Telejornal da Globo exibe inconsistências da perícia do MP-RJ no caso Marielle e destaca críticas sofridas pelo filho do presidente, após declaração pró-AI-5

Foto: Reprodução/TV Globo

O Jornal Nacional, da Rede Globo, adotou um tom duro nesta quinta-feira (31) ao abordar as declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em favor do retorno do AI-5. A reportagem exibiu declarações de diversos parlamentares e organismos condenando a fala. O telejornal ainda repercutiu a matéria da Folha de S.Paulo, que aponta que o Ministério Público deixou lacunas na investigação em que afirmou que o porteiro do condomínio Vivendas da Barra mentiu.

O JN caracterizou o AI-5 como o “mais duro ato da ditadura militar” e destacou as prisões, censura e perseguições realizadas após a edição do ato. Decretado em 13 de dezembro de 1968 pela ditadura durante o governo do general Costa e Silva, o Ato Institucional número 5 (AI-5) levou ao endurecimento do regime dando poder de exceção aos militares para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados.

A reportagem exibiu entrevistas com diversos deputados condenando a fala de Eduardo, além de nota dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-SP), e de entrevista com o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. A decisão da oposição de levar Eduardo para o Conselho de Ética também foi veiculada.

Condomínio de Bolsonaro

O Jornal Nacional exibiu também a reportagem da Folha, que revela que a investigação do Ministério Público que definiu o porteiro como mentiroso não apurou se houve alteração nos arquivos. O periódico apontou que a análise relâmpago feita pelo MP na quarta-feira (30), um dia após a primeira reportagem do Jornal Nacional sobre o possível envolvimento do presidente Jair Bolsonaro na morte de Marielle Franco, não considerou que gravações possam ter sido apagadas do arquivo da portaria.

Na matéria exibida pelo JN, a “rapidez” da perícia também foi questionada. O apresentador William Bonner disse que a Globo perguntou às procuradoras do caso como as conclusões do MP foram tiradas em menos de três horas, tendo em vista que o processo que solicitou auditoria foi apresentado por volta das 13h e a coletiva foi feita às 15h. Não houve resposta satisfatória.


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