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08 de junho de 2019, 18h45

Jornalista Mônica Bergamo é atacada por deputados bolsonaristas após divulgar notícia sobre estupro

"Arma em casa: pai que estuprava filha de 13 anos ameaçava a menor com um revólver", tuitou Mônica Bergamo em sua rede social com o link para matéria do portal G1 sobre o caso de estupro que ocorreu no Tocantins. Deputados bolsonaristas pró-armas não gostaram da postagem e atacaram a jornalista. Segundo estatísticas, há forte relação da presença de armas em casa com casos de feminicídio e violência doméstica

Após compartilhar notícia sobre o caso de uma menina de treze anos que era estuprada pelo pai e ameaçada com um revólver,  a jornalista Mônica Bergamo foi alvo de ataques por parte de deputados bolsonaristas neste sábado (8). Na publicação, Bergamo expôs o fato do acusado usar a arma dentro de casa.

“Arma em casa: pai que estuprava filha de 13 anos ameaçava a menor com um revólver”, tuitou a colunista da Folha em sua rede social com o link para matéria do portal G1 sobre o caso que ocorreu no Tocantins. A jornalista fazia uma referência clara à flexbilização da posse de armas por parte do governo Bolsonaro.

Essa relação gerou ira em legisladores da base governista. José Medeiros, deputado federal (Podemos-MT), disse que Bergamo era “muito pequena”, enquanto o deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP) disse estar “triste” com a publicação e pediu “mais empatia”.

Segundo estatísticas, metade das mulheres assassinadas no Brasil em 2016 foi vítima de armas de fogo, explicitando uma relação da presença de armas em casa com casos de feminicídio e violência doméstica. Um dos argumentos utilizados por Bolsonaro para justificar o decreto da posse de armas é que as mulheres as usariam para se defender, principalmente em casos de estupro.


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