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15 de agosto de 2019, 16h19

José Trajano, fora da ESPN desde 2016, lamenta demissões e manda indireta: “Como o mundo dá voltas”

"Acho que hoje é o dia da segunda morte, e definitiva, do canal ESPN", declarou o jornalista que foi um dos fundadores da emissora no Brasil

Reprodução

O jornalista José Trajano, um dos fundadores do canal esportivo ESPN no Brasil, comentou a demissão em massa ocorrida no canal nesta quarta-feria (14). Ele lamentou o fim do vínculo de profissionais e considerou que o que ocorreu representa uma “segunda morte” do canal.

“Eu fui criador da ESPN no Brasil, junto com um grupo pequeno de pessoas. Hoje, houve uma série de demissões. De pessoas queridas e de pessoas não tão queridas por mim. Lamento muito o que está acontecendo. Acho que hoje é o dia da segunda morte, e definitiva, do canal ESPN”, declarou ao portal Notícias da TV.

Pelo Twitter, o jornalista, que comanda o blog Ultrajano, comentou o episódio e mandou uma indireta para “o ex-manda chuva” do canal, o jornalista João Palomino, ex-vice presidente de Futebol e Produção da ESPN e um dos responsáveis pela saída de Trajano do canal em 2016. “14 agosto de 2019: o dia em que provamos, de modo cabal, que a Terra é muito, mas muito redonda. E como dá voltas”, disse, atribuindo a autoria da frase a Fernando Victorino, que saiu da rede em 2014.

Além de Palomino, outros sete jornalistas foram desligados da emissora. Entre eles, Juca Kfouri, que estava há 14 anos como comentarista esportivo na emissora. Kfouri é conhecido, para além dos comentários esportivos, por sua posição à esquerda. Recentemente, junto com Trajano, entrevistou o ex-presidente Lula na prisão pela rede TVT.


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