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31 de outubro de 2019, 09h28

Milton Neves questiona Globo e relembra episódio em que Cid Moreira teve que ler no JN resposta de Brizola

“Nossa, Senhora Globo, que cabacismo! Demitir os cabeças dessa burrice agora não vai adiantar nada”, escreveu o apresentador

Foto: Montagem/PDT

O radialista do grupo Bandeirantes, Milton Neves, fez uma série de tuítes, nesta quarta-feira (30), com críticas à matéria veiculada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, que envolvia o presidente Jair Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco (PsoL-RJ) e do motorista Anderson Gomes (veja abaixo).

“Nossa, Senhora Globo, que cabacismo! Demitir os cabeças dessa burrice agora não vai adiantar nada. E é bom desde já torcer para que o Bonner não seja obrigado a repetir Cid Moreira tendo que ler desculpas e perdão no JN naquela “ordem” do Leonel Brizola. O Capitão pode pedir o mesmo!”, tuitou o apresentador.

Milton Neves se referia a um episódio ocorrido em março de 1994, quando a Rede Globo foi obrigada a colocar no ar durante o “Jornal Nacional” direito de resposta obtido pelo então governador do Rio, Leonel Brizola, após dois anos de disputa judicial. Durante cerca de três minutos, o locutor Cid Moreira leu o texto assinado por Brizola contendo ataques ao presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho, e à própria emissora.

Veja abaixo o vídeo:

Em outro tuíte, publicado mais cedo, Milton Neves questionou: “Será que a Globo foi usada de inocente útil para fomentar atos de vandalismo e desordem pública através do tal factoide do porteiro? Seria o maior grupo de comunicação do país, tão competente e profissional, burros de cometer um deslize que equipara ao debate editado do Lula?”.

Globo recuou

Informação exclusiva do Jornal Nacional baseada em depoimento de um dos porteiros afirma que um dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco, morta em 14 de março de 2018, esteve no condomínio do presidente Jair Bolsonaro no dia do homicídio e se registrou como visitante de Bolsonaro. No entanto, o acusado teria visitado o policial militar Ronnie Lessa, apontado como o autor dos disparos que mataram Marielle.

Um dia depois, no entanto, o Jornal Nacional recuou e se limitou a reproduzir a versão oficial do Ministério Público do Rio de Janeiro, do Ministério da Justiça e da família Bolsonaro. O caso ocupou a maior parte do telejornal nesta quarta-feira (30).

A reação exacerbada de Jair Bolsonaro, que ameaçou até mesmo romper o contrato de concessão com a Globo, fez com que o canal recuasse e apresentasse apenas a versão oficial, que desmente o envolvimento do presidente no caso Marielle. Após fazer uma retrospectiva da reportagem reproduzida na terça-feira, o JN divulgou prontamente um vídeo feito por Carlos Bolsonaro desmentindo o porteiro.

 


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