Fórum Educação
07 de abril de 2020, 15h06

Negacionista do racismo, presidente da Fundação Palmares diz ter vergonha de ser jornalista

Sérgio Camargo afirmou que "não há o que comemorar" no Dia do Jornalista

Jair Bolsonaro e Sergio Camargo Nascimento, da Fundação Palmares (Reprodução/Twitter)

Sérgio Nascimento Camargo, presidente da Fundação Palmares, afirmou, nesta terça-feira (7), no Twitter, que tem vergonha de ser jornalista.

Segundo ele, não há motivos para comemorar o dia de hoje, em que se celebra o Dia do Jornalista.

Na publicação, Camargo atacou o trabalho da profissão que ele mesmo diz exercer: “Reafirmo minha VERGONHA por pertencer a esta profissão, que sempre exerci com dignidade. Não há o que comemorar!”.

Na última semana, Camargo já havia feito uma publicação em que atacava a profissão e o trabalho exercido pelos seus colegas: “São canalhas que trabalham diariamente pela desgraça do povo. Deveriam pedir desculpas ao País. Merecem nosso repúdio e desprezo”.

Ele ainda reforçou declarações do presidente dos EUA, Donald Trump. “Jornalistas são os seres humanos mais desonestos da Terra”, afirmou.

Camargo ataca o comportamento que chama de “vitimismo” e considera que não há racismo no Brasil. Para ele, “raça não tem importância alguma” e “racismo real existe nos Estados Unidos”.

O jornalista também questionou as medidas de isolamento social contra a pandemia de covid-19, concordando com o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro. “O isolamento, exceto para os que são do grupo de risco, precisa ser imediatamente suspenso. É a maior imbecilidade da história da humanidade”, afirmou.


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