Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
17 de julho de 2018, 19h19

Noblat ataca Gleisi com texto machista: “Maria Louca”

Colunista da Veja tentou, em artigo, desqualificar a presidenta do PT a chamando de "louca"; senadora respondeu: "Quando perdem o argumento, partem para a desqualificação. Homem branco, machista e com poder de fala pública contribuindo para intolerância e preconceito"

Foto: Reprodução/YouTube

O jornalista Ricardo Noblat, que atualmente mantém um blogue no site da revista Veja, publicou nesta terça-feira (17) um texto em que tenta desqualificar a senadora Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, com um velho recurso machista: a chamando de “louca”.

No artigo, intitulado “Gleisi Maria Louca”, Noblat diz que a parlamentar está “louquinha da Silva” por, supostamente, estar cogitando promover um boicote às eleições caso Lula não possa ser candidato. O jornalista ainda a compara com a Dona Maria I, rainha de Portugal, que tinha o Brasil como colônia, no século XIX. Ela era conhecida como “Maria, a louca”.

Pelo Twitter, a senadora petista respondeu: “Como mulher, na minha caminhada de lutas, não foram poucas as vezes em q me deparei com situação semelhante. Quando perdem o argumento, partem para a desqualificação. Homem branco, machista e com poder de fala pública contribuindo para intolerância e preconceito!”.

Em nota, a Secretaria de Mulheres do PT comparou o texto de Noblat ao episódio em que a revista Istoé divulgou uma matéria de capa em que a ex-presidenta Dilma Rousseff é comparada com a mesma rainha. “Em um país de cultura predominantemente machista, o texto assinado por Noblat, que em um dos trechos diz que ‘Gleisi está louquinha da silva’, reforça a estratégia machista utilizada para atacar a presença de mulheres na política. Essa é uma prática recorrente na nossa sociedade, afinal, qual mulher nunca foi chamada de louca ou teve sua sanidade questionada? É difícil acreditar que esse mesmo tratamento seja equivalente à abordagem que um homem recebe”, diz a nota.

Confira a íntegra.

A imprensa brasileira está fora de controle, mas seus profissionais seguem afirmando que loucas são as mulheres. O jornalista Ricardo Noblat, em texto machista publicado sob o título ‘Gleisi Maria Louca’, nesta terça-feira (17), em seu blog no portal da revista Veja, se utiliza do termo ‘louca’ para atacar politicamente a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

Não é a primeira vez que um profissional da comunicação recorre à tática sexista para deslegitimar a presença de uma mulher na política. O mesmo aconteceu em 2016, durante a articulação do golpe, quando a revista IstoÉ, em uma matéria de capa, comparou a presidenta eleita, Dilma Rousseff, com a primeira rainha do Brasil, registrada na história como Maria I, a louca.

Em um país de cultura predominantemente machista, o texto assinado por Noblat, que em um dos trechos diz que ‘Gleisi está louquinha da silva’, reforça a estratégia machista utilizada para atacar a presença de mulheres na política.

Essa é uma prática recorrente na nossa sociedade, afinal, qual mulher nunca foi chamada de louca ou teve sua sanidade questionada? É difícil acreditar que esse mesmo tratamento seja equivalente à abordagem que um homem recebe.

O machismo disfarçado em um título de texto jornalístico também se constitui como uma forma de agressão que precisa ser combatida, e se estende a todas as mulheres, estejam elas na política ou não.

Episódios como esse reafirmam a decadência do jornalismo praticado pela grande mídia e coloca em pauta a necessidade de construir uma nova comunicação que seja democrática e que respeite as mulheres.

Machistas não passarão!

Secretaria Nacional de Mulheres do PT


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum