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14 de fevereiro de 2020, 19h50

Secom da Bahia diz que não houve detenção de jornalistas

Dois repórteres alegaram que tiveram gravador tomado e foram obrigados a seguir viatura da PM até delegacia

Reprodução/Veja

A Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia (Secom) publicou uma nota na noite desta sexta-feira (14) afirmando que os jornalistas da Veja abordados pela Polícia Militar não foram detidos. Hugo Marques e Cristiano Mariz afirmam que foram obrigados a seguir viatura e tiveram gravador confiscado.

“A Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia (Secom) esclarece que a ação da Polícia Militar (PMBA) envolvendo repórteres da revista Veja, nesta sexta-feira (14), não teve a intenção de impedir o livre exercício da profissão jornalística. Vale ressaltar que os jornalistas não foram detidos. A defesa incansável da liberdade de imprensa é prerrogativa inviolável e nossa prática diária”, diz a nota da Secom na íntegra.

Segundo a Veja, os profissionais foram abordados pela PM enquanto se encaminhavam para um endereço que seria ligado ao fazendeiro Leandro Abreu Guimarães – que abrigou o ex-PM Adriano da Nóbrega na Bahia até a morte do miliciano.

Eles teriam apresentado credenciais, mas mesmo assim foram obrigados a sair do carro, tiveram um gravador apreendido e tiveram que seguir a viatura dos oficiais até o distrito policial de Pojuca.

O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, repudiou a ação. “Inadmissível, arbitrária e abusiva a detenção de jornalistas da revista Veja pela Polícia Militar da Bahia. Deve receber repúdio de todos que defendem a liberdade de imprensa e de expressão”, disse.

Um dia antes, a revista publicou uma longa reportagem com fotos que indicam que a morte de Adriano da Nóbrega, ex-chefe da milícia Escritório do Crime, não teria ocorrido em meio a confronto policial. Legistas analisaram as imagens e concluíram que os ferimentos de bala foram realizados em curta distância, fortalecendo a hipótese de “queima de arquivo”.

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