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22 de outubro de 2019, 12h04

The Guardian destaca ação de voluntários limpando as praias do óleo e inação do governo Bolsonaro

O jornal britânico ainda disse que Bolsonaro "fracassou" em lidar com a crise nas praias do Nordeste

Reprodução/The Guardian

O jornal britânico The Guardian produziu uma reportagem nesta terça-feira (22) que destaca a atitude de voluntários, entidades e ONGs para ajudar na limpeza das praias do Nordeste, que sofrem com vazamento de óleo desde o início de setembro. O jornal ainda criticou o descaso do presidente Jair Bolsonaro (PSL) com relação ao desastre ambiental.

O texto cita logo no início a iniciativa do Esporte Clube Bahia em disputar contra o Ceará usando uniformes com manchas de óleo, em sinal de protesto a situação nas praias nordestinas.

Foi o mais recente sinal de indignação por um derramamento de óleo misterioso que, desde o início de setembro, manchou um trecho de 2.200 km de algumas das praias mais bonitas do país – e o fracasso do governo de extrema direita do presidente Jair Bolsonaro em lidar com a crise”, diz a reportagem de Dom Phillips para o jornal inglês.

O texto então chama atenção para as tentativas do presidente em “apontar culpados” para o vazamento, enquanto dezenas de pessoas tomavam a atitude de limpar as praias por conta própria. “Bolsonaro procurou culpar primeiro a Venezuela, depois uma ação criminal para acabar com um grande leilão de petróleo. Ele atacou repetidamente as agências de proteção ambiental como uma ‘indústria de multas’ e ainda não visitou as áreas afetadas”, continuou.

A reportagem ainda menciona as tentativas do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em melhorar a imagem do governo federal com relação à crise. “O ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, usou o Twitter para defender o trabalho de agências ambientais do governo federal, governos estaduais, marinha e empresa petrolífera estatal Petrobras para lidar com a crise”, disse.

Conspiração

Bolsonaro disse na sexta-feira (18) que o vazamento de óleo que atinge mais de 200 praias do Nordeste pode ter sido cometido intencionalmente com o objetivo de prejudicar o megaleilão de petróleo da cessão onerosa que será realizado em novembro.

“Coincidência ou não, nós temos um leilão da cessão onerosa. Eu me pergunto, a gente tem que ter muita responsabilidade no que fala: poderia ser uma ação criminosa para prejudicar esse leilão? É uma pergunta que está no ar”, disse o presidente em vídeo transmitido ao vivo no Facebook ao lado do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e oficiais da Marinha.

 


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